NISIAFLORESTAPORLUISCARLOSFREIRE
quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vidro mole

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Havia nobreza naquela árvore: Escorria vidro Vidro mole igual a mel de abelha Depois vitrificava (Isso quer dizer endurecia) ...

Os ofaiés-xavantes

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A praça Jan inchava de bugres aos finais de semana Tinha gente velha e nova Até criança Atavessavam o dia versejando língua estr...

Verdandante

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Tinta verde verdadeira é prodígio de lagartas Depois de anos de suspeitas Descobri todo o processo: Vem precisamente das lagarta...

Sossego

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Ela caminhava lenta Era lesmática e desprovida de fala Negra azeviche Gorda roliça Cabelo avolumados Dedos das mãos e pés g...

Engenho Pavilhão - Nísia Floresta

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Apesar de anos de pesquisa não encontrei nada de substancial sobre o Engenho Pavilhão. Conheci-o em 1992, vislumbrando explorá-lo no...
quarta-feira, 21 de junho de 2017

Matame

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Quando estive o menino que não sou agora apenas por fora Tinha propensão às matas. O magnetismo selvagem sugavame de modo matame ...
segunda-feira, 19 de junho de 2017

Instigação à poesia

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O tiê-sangue trila canção magnífica na grimpa do pequizeiro A lesma babeja a calçada O beija-flor inquieta as flores A formiga t...

Ocaso

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O dia envelhece A chalana preguiçosa risca o Paraguai, Desregulando os seus contornos; Lontras e ariranhas vestem seus furos na b...

Música da mata

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A orquestra da mata tem arranjos de bichos, árvores, rios e ventos Ventania em casca seca de caramujo faz assobiamento de saci Mur...

Queixadas

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O jatobazeiro seco tombou na mata do rio Pardo Gravetos estalaram Galhos rangeram Cipós despencaram Houve amedrontamento da faun...
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Luís Carlos Freire é bisneto de Maria Clara de Magalhães Peixoto Fontoura, bisneta de Francisca Clara Freire do Revoredo (irmã da mãe de Nísia Floresta: Antônia Clara Freire do Revoredo).
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