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| Morgado, onde nasceu Renato e os demais irmãos. |
Era irmão de:
- Luzia Alves Peixoto (1905–2009), posteriormente Luzia Peixoto Maranhão, casada com o intendente Roque de Albuquerque Maranhão, do Engenho São Roque;
- Ezequiel Alves Peixoto (26 de setembro de 1909 – 8 de novembro de 1936), assassinado em circunstâncias nunca completamente esclarecidas, em um sobrado localizado no centro de São José de Mipibu, aos vinte e sete anos de idade;
- João Alves Peixoto (27 de julho de 1911 – 25 de fevereiro de 1992), casado com Clhóris Trigueiro, pai de Abdon Trigueiro Peixoto e Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto;
- Palmiro Alves Peixoto (24 de março de 1916 – 8 de outubro de 1980), agricultor, posteriormente residente em Natal, casado com Severina Peixoto de Araújo, deixando extensa descendência;
- José Alves Peixoto (1918–1986).
Renato Alves Peixoto teve seu nome ligado a um dos episódios mais marcantes da história política do Rio Grande do Norte: a Insurreição Comunista de novembro de 1935, quando Natal tornou-se a primeira capital brasileira a permanecer, ainda que por poucos dias, sob controle dos revolucionários ligados à Aliança Nacional Libertadora. A Insurreição Comunista de 1935 em Natal, ocorrida entre 23 e 27 de novembro daquele ano, foi um movimento armado liderado por militares e civis ligados à Aliança Nacional Libertadora (ANL) e ao Partido Comunista do Brasil, inserido no contexto do que também denominam Intentona Comunista. Os insurgentes assumiram temporariamente o controle da capital potiguar, destituíram as autoridades locais e instituíram um governo revolucionário provisório, experiência inédita no país. A revolta foi rapidamente reprimida pelas forças federais, resultando em prisões, perseguições políticas e no fortalecimento das medidas autoritárias do governo de Getúlio Vargas, que utilizou o episódio como justificativa para ampliar a repressão aos opositores e consolidar seu poder.
A Insurreição Comunista de 1935 foi concebida por integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCB) e da Aliança Nacional Libertadora (ANL), que defendiam a derrubada do governo de Getúlio Vargas por considerá-lo autoritário, repressivo e subordinado aos interesses das elites econômicas. Inspirados pela Revolução Russa de 1917 e pela estratégia da Internacional Comunista (Comintern), os revolucionários alegavam que o Brasil vivia uma situação de profunda desigualdade social, baixos salários, concentração fundiária e restrição das liberdades políticas, o que justificaria a implantação de um governo popular e revolucionário. Entre suas principais reivindicações estavam a reforma agrária, a ampliação dos direitos dos trabalhadores, a nacionalização de setores estratégicos da economia e o combate ao fascismo, cuja influência crescia em diversos países na década de 1930. Embora essas propostas encontrassem apoio em alguns setores civis e militares, o movimento teve adesão limitada e foi rapidamente derrotado pelas forças legalistas. Contrariamente a esse movimento, surgiu o Integralismo, movimento fascista de extrema direita. Mas é outra história...
A participação de Renato Peixoto encontra-se documentada nos processos do extinto Tribunal de Segurança Nacional, posteriormente estudados pelo historiador Homero de Oliveira Costa em A Insurreição Comunista de 1935: o caso de Natal. Ao longo desse texto, relato o que sei sobre a participação de Renato e alguns parentes nossos também envolvidos na Intentona - das famílias Isaías de Macedo e Guedes de Mouta -, primos legítimos da minha mãe, portanto primos meus.
Segundo essa documentação, Renato participou da operação destinada ao recolhimento dos recursos financeiros arrecadados pelos insurgentes durante o movimento revolucionário. Coube-lhe, juntamente com o sapateiro Jaime de Brito e o motorista Francisco Braz Leopoldo, transportar a importância de 4:376$000 (quatro contos, trezentos e setenta e seis mil-réis) proveniente da Agência de Rendas Estadual.
Os recursos foram encaminhados para a chamada Vila Cincinato, local onde funcionou o Comitê Revolucionário durante os poucos dias em que os insurgentes exerceram o controle da capital potiguar. O fato de Renato integrar uma operação de natureza financeira evidencia que ele gozava de confiança por parte dos dirigentes revolucionários responsáveis pela administração do governo insurrecional.
Sua presença entre os envolvidos na Insurreição Comunista de 1935 revela um aspecto pouco conhecido da história da família Peixoto do Morgado. Enquanto muitos de seus parentes permaneceram vinculados às atividades agrícolas e ao funcionalismo público, Renato passou a integrar um dos episódios políticos mais significativos da história republicana do Rio Grande do Norte.
Sua trajetória também demonstra como famílias tradicionais do interior potiguar não permaneceram alheias às profundas transformações políticas e sociais ocorridas durante a década de 1930, período marcado pela Revolução de 1930, pela radicalização ideológica e pela reorganização dos movimentos operários e militares em todo o país. E Renato destoou a se unir a outros comunistas norte-rio-grandenses.
Após a derrota do movimento revolucionário, Renato Alves Peixoto passou a ser procurado pelas autoridades encarregadas da repressão aos participantes da insurreição. A política de combate ao comunismo adotada pelo governo de Getúlio Vargas mobilizou a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, as forças policiais estaduais, o Exército e os órgãos federais de segurança, responsáveis pela prisão e pelo encaminhamento dos acusados à Justiça de exceção, representada pelo Tribunal de Segurança Nacional.
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| Quartel da Polícia Militar de Natal, crivado de balas após a Insurreição Comunista |
Os participantes da Insurreição Comunista de 1935 que eram capturados pelas forças legalistas eram inicialmente submetidos a inquéritos policiais, sendo muitos deles vítimas de torturas e outras formas de violência durante os interrogatórios. Em seguida, permaneciam recolhidos em cadeias públicas, quartéis ou estabelecimentos prisionais, onde aguardavam a conclusão das investigações. Posteriormente, eram denunciados e processados pelo Tribunal de Segurança Nacional, criado em 1936 para julgar os acusados de crimes políticos contra a ordem institucional.
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| Colônia Correcional de Fernando de Noronha (Shutterstock) |
Entre os principais locais de encarceramento destacavam-se a Casa de Detenção do Recife, a Casa de Correção do Rio de Janeiro, o Quartel da Polícia Especial, na então capital federal, e a Colônia Correcional de Fernando de Noronha, destinada principalmente ao confinamento de presos políticos considerados mais perigosos pelo governo Vargas. Muitos insurgentes permaneceram anos encarcerados, submetidos a longos processos judiciais, enquanto outros responderam às acusações em liberdade ou conseguiram permanecer foragidos durante anos para escapar à intensa repressão desencadeada pelo Estado.
O livro 82 Horas de Subversão - Intentona Comunista de 1935 no Rio Grande do Norte, de João Medeiros Filho é uma das obras mais relevantes sobre o assunto. Na denúncia oferecida pelo Dr. Carlos Gomes de Freitas ao Juiz Federal, constam, dentre Renato Peixoto e uma infinidade de outros subversivos, nomes como: Lauro Cortez Lago, Josafá Machado, Paulo Isaías de Macedo, João Isaías de Macedo (Dom João), Júlio Guedes de Moura, Júlio Macedo, dentre tantos. Autores que estudaram especificamente o caso potiguar costumam mencionar mais de 300 envolvidos diretamente ou indiciados, embora esse número possa aumentar quando incluídos suspeitos e perseguidos pela repressão.
| Othoniel Menezes |
O jornalista e poeta Othoniel Menezes de Melo teve participação direta nos acontecimentos da Intentona, sobretudo na condição de jornalista. Durante os poucos dias em que os insurgentes controlaram a capital potiguar, atuou como principal redator do jornal A Liberdade, órgão oficial do governo revolucionário. Após a retomada da cidade pelas forças legalistas, foi preso, processado pelo Tribunal de Segurança Nacional e, inicialmente, condenado, sendo posteriormente absolvido em grau de recurso. Embora sua colaboração com o movimento seja um fato histórico documentado, não há evidências conclusivas de que tenha sido um dirigente ou militante do Partido Comunista, sendo sua atuação geralmente interpretada pelos historiadores como de natureza intelectual e jornalística, mais do que propriamente partidária.
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| 82 Horas de subversão |
Severino Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, de raízes de São José de Mipibu (parente de Djalma Maranhão, o qual, no futuro, como comunista, sofreria penalidades e morreria no exílio, no Uruguai). Severino foi um dos envolvidos nas investigações posteriores à Insurreição Comunista de 1935 no Rio Grande do Norte, tendo sido fichado pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) sob o prontuário nº 09. Preso em 4 de setembro de 1936, foi submetido ao Tribunal de Segurança Nacional (TSN), que inicialmente o condenou a cinco anos de prisão, pena posteriormente reduzida para um ano em grau de recurso. Apesar da redução, permaneceu encarcerado até 29 de janeiro de 1940, quando foi libertado. Sua trajetória integra o conjunto de perseguidos políticos atingidos pela repressão desencadeada após o movimento revolucionário de novembro de 1935.
Lauro Cortês Pereira do Lago foi um dos principais dirigentes civis da Insurreição de Natal. Contabilista e então diretor da Casa de Detenção de Natal, integrou o Comitê Popular Revolucionário que assumiu o governo do Rio Grande do Norte durante os poucos dias em que os insurgentes controlaram a capital, exercendo funções ligadas à administração política do movimento. Com a derrota da revolta, tendo fugido, foi localizado em Canguareta, foi preso, processado e condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional, sendo posteriormente anistiado. Sua atuação o coloca entre os mais destacados líderes civis da chamada Intentona Comunista no Rio Grande do Norte.
Josafá Machado também foi um dos participantes, figurando entre os envolvidos processados pelo Tribunal de Segurança Nacional. Agricultor, ele também fugiu, mas capturado e condenado a cinco anos de prisão por sua participação no movimento e, posteriormente, seu nome também apareceu em registros oficiais como foragido.
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| 82 Horas de subversão |
João Isaías Sobrinho, conhecido como “Dom João”, foi um dos civis envolvidos na Insurreição Comunista de Natal de 1935. Identificado nos registros do Tribunal de Segurança Nacional como comerciante, foi processado e condenado a seis anos e seis meses de prisão por sua participação no movimento. Embora tenha sido incluído entre os implicados pela repressão posterior à revolta, não há registros de que tenha exercido funções de comando ou integrado o Governo Popular Revolucionário, sendo sua atuação enquadrada entre os participantes civis alcançados pelos processos judiciais de 1935. Era parente da minha mãe.
Paulo Isaías de Macedo, de São José de Mipibu também participou daa Insurreição Comunista no Rio Grande do Norte, sendo posteriormente alcançado pela repressão desencadeada contra os participantes do movimento. Após o fracasso da insurreição, preso em 21.8.1936, foi submetido às medidas policiais e judiciais adotadas pelo governo contra os acusados de participação no levante, condenado a 6 anos e seis meses de reclusão, tendo a penalidade reduzida para cinco anos após nova análise. Foi absolvido em 1938.
Outra figura é Júlio Guedes de Moura, um dos principais líderes militares da Insurreição Comunista. Sargento do 21º Batalhão de Caçadores, participou da organização e da execução das ações armadas que permitiram aos insurgentes assumir o controle da capital potiguar. Após a derrota do movimento, foi preso e processado pelas autoridades, figurando entre os militares responsabilizados pela insurreição e pela implantação do Governo Popular Revolucionário durante os quatro dias em que Natal esteve sob domínio dos rebeldes.
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| 82 Horas de subversão |
Antônio Bernardo da Silva, natural de São José de Mipibu, foi jornalista e participou da Insurreição Comunista. Seu nome figura entre os civis processados pelo Tribunal de Segurança Nacional em decorrência do movimento, tendo sido condenado à prisão. Embora sua participação seja documentada, não há evidências de que tenha exercido funções de liderança, sendo lembrado principalmente como um dos envolvidos civis na revolta que atingiu o Rio Grande do Norte.
Sizenando Filgueira da Silva foi um dos participantes mais atuantes da Insurreição Comunista de 1935 no Rio Grande do Norte. Guarda civil e militante do Partido Comunista Brasileiro, integrou o núcleo revolucionário que tomou o poder em Natal durante alguns dias e participou de ações militares no interior do estado, sendo apontado como um dos comandantes das colunas organizadas pelos insurretos. Após a derrota do movimento, foi preso e submetido à repressão política, permanecendo detido por longo período. Sua trajetória destaca-se por representar o setor mais organizado e combativo do movimento comunista potiguar, ligado aos militantes que tiveram participação direta nos confrontos armados de novembro de 1935. Enfim, são muitos nomes, aqui apresento alguns apenas por terem relação de parentesco uns com os outros, por serem de São José de Mipibu ou por alguma peculiaridade do envolvimento.
Para escapar dessa perseguição política, Renato Peixoto refugiou-se, acompanhado da esposa, na cidade de Russas, no Ceará, onde permaneceu durante vários anos em relativo anonimato, evitando qualquer exposição que pudesse levar à sua localização e prisão. Renato Alves Peixoto permaneceu escondido em Russas, no Ceará, durante os anos de maior repressão aos participantes da Insurreição Comunista de 1935. Com o enfraquecimento das buscas e a normalização gradual de sua situação processual - após a anistia concedida em 1945 - retornou ao estado, onde retomou sua vida profissional e familiar. Seus últimos anos se passaram no Morgado, onde sentia protegido pelas memórias de sua infância.
Ele permanecia semanas no Morgado, onde passava longos períodos recolhido, quase sempre entregue à leitura em uma velha cadeira de balanço. Homem de grande cultura, distinguia-se também pela discrição, pela reserva e pela extrema polidez no trato com as pessoas. Em 2005, meu primo Amauri e eu tivemos a oportunidade de entrevistá-lo, ocasião em que revelou o quanto se sentia acolhido e confortado naquele lugar. Ali, certamente, reencontrava as lembranças mais afetivas de sua vida: a presença da mãe, do pai, dos irmãos e as memórias de sua infância .
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| Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto |
Ele me lembrava muito Tamires, seu sobrinho, que, mesmo já idoso, conservava o hábito de falar sobre a mãe quase todos os dias. Assim também Renato guardava uma ligação profunda com as suas próprias memórias familiares. Tamires amava tanto a velha Chlóris - sua mãe - que jamais teve coragem de se desfazer de seus vestidos, mantendo-os guardados e expostos no armário exatamente como ela os havia deixado, como se preservasse, por meio daqueles objetos, a presença e a lembrança dela. Também me recordo de um velho baú de fotografias dos antepassados que jazia na sala do velho Morgado. Não sei que fim tomou... Renato faleceu em 2006, aos 93 anos, em Natal, encerrando uma longa trajetória iniciada ainda nos tempos da República Velha e que atravessou praticamente todo o século XX.
Como descendente direto de Ezequiel Corrêa Peixoto e integrante de uma das mais antigas famílias de São José de Mipibu, Renato Alves Peixoto ocupa posição singular na história regional, reunindo, em sua trajetória, a herança de uma antiga linhagem de proprietários rurais e a participação em um dos mais importantes acontecimentos políticos da história contemporânea do Rio Grande do Norte.
EXCERTOS...
SÃO JOSÉ DE MIPIBU - REGISTROS DE NASCIMENTO - 1918-1927
35 - Aos vinte e nove dias do mês de novembro de 1919, nesta cidade de São José, estado do Rio Grande do Norte, em meu cartório, compareceu, Antônio Ezequiel Peixoto, filho de Ezequiel Corrêa Peixoto e dona Luzia Brasileira Peixoto, casado com dona Joanna Alves Peixoto, filha de João Alves Maciel e Joanna Alves Maciel, e depois de obter licença por ter vindo fora do prazo legal, declarou: que em seu domicílio no dia dezoito de novembro de mil novecentos e treze, neste município, onde se casou, nasceu uma criança do sexo masculino, que recebeu o nome de Renato, filho d'elle, declarante e sua dita mulher. O que para constar fiz este termo que assinam com as testemunhas abaixo, a tudo presentes e commigo ...........(ilegível) Guedes o escrevi e assignam Antonio Ezequiel Peixoto, João Ferreira, Austricliano Lopes de Macedo.
......x.......
Observações importantes sobre o registro acima: O livro de assento de nascimentos que registra o nascimento de Renato Alves Peixoto nos pede algumas reflexões bastante pertinentes, a começar pelo próprio livro. Se os registros de nascimento são do período de 1918 a 1927, como pode ser registrada uma pessoa que nasceu em 1913, ano que Renato nasceu?. Na verdade, o pai de Renato, Antônio Ezequiel Peixoto o registrou tardiamente, após seis anos de seu nascimento, em 1919. Àquela época era comum esses registros tardios. Havia pessoas que tinham os seus registros de nascimento feitos no dia que se casavam, portanto o pai de Renato, se comparado a isso, não demorou muito a registrar esses três filhos. Outra curiosidade diz respeito aos escrivães, os quais escreveriam apenas o primeiro nome da criança, desse modo no registro aparece apenas "Renato". Antônio Ezequiel registrou quatro filhos no mesmo dia, sendo "Luzia" (Luzia Peixoto), nasceu no dia 2 de fevereiro de 1905, registro nº 32, e "Ezequiel" (Ezequiel Peixoto) nasceu no dia 22 de setembro de 1909, registro nº 33 e "João" nascido no dia (ilegível) de julho de 1912, registro nº 34. "Palmyro", 24 de março de 1916, registro nº 36. Curiosidade: Luzia se tornaria no futuro, Luzia Peixoto Maranhão, ao se casar com Roque Maranhão, os quais residiam no Engenho São Roque. Ezequiel seria assassinado num sobrado no centro de São José de Mipibu no ano de 1935.
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| Engenho São Roque, onde Luzia Peixoto Maranhão viveu toda a sua fase de casada com Roque Albuquerque Maranhão |
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| Sobrado onde Ezequiel Peixoto foi assassinado. |






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