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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
ORELHA PODE SER VOCÊ AMANHÃ...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
SOBRE A AUSÊNCIA DE PEÇAS DO ACERVO SACRO DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO Ó...
É com perplexidade - e já não pela primeira vez - que me vejo compelido a manifestar publicamente minha indignação diante da ausência de peças do acervo sacro da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó, em Nísia Floresta/RN, reconhecida como um dos patrimônios religiosos mais antigos, ricos e preciosos do Rio Grande do Norte. Peças essas que, por sua antiguidade e valor, jamais devem deixar as dependências do templo.
Em visita à referida Matriz, como sempre faço, percorri atentamente seus espaços, examinando com cuidado o patrimônio ali guardado ao longo de séculos. Foi nesse exame minucioso que percebi, com preocupação crescente, a ausência de peças de extrema relevância histórica, artística e devocional, que tradicionalmente permaneciam sob guarda da igreja. Não é a primeira vez que constato a ausência de objetos raros na Matriz. Ao longo de 1992, quando a conheci, até a atualidade, houve um verdadeiro saque. Mas hoje quero falar da ausência de peças nos últimos meses.
Entre as peças não localizadas, destaco inicialmente:
O OSTENSÓRIO DE PRATA PURA, abaixo, com um cordeiro em sua base, peça de beleza singular, que permanecia guardada na sacristia.
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Diante dessa constatação, surgem questionamentos que não podem permanecer sem resposta:
Como explicar que peças sacras, guardadas há séculos dentro da Igreja, estejam hoje ausentes?
- Para onde foram levadas?
- Quem as retirou?
- Houve autorização formal?
- Que autoridade - quem quer que seja - possui legitimidade para retirar bens históricos e sacros de seu local de origem?
- O que justifica um bem pertencente ao Patrimônio Sacro de Nísia Floresta ser trasladado para outro lugar? (Se porventura seja isso o que está acontecendo) sem que todo o povo nisiaflorestense saiba?
Essas perguntas tornam-se ainda mais graves quando se considera que a Igreja Matriz não dispõe de sistema adequado de segurança, apesar de abrigar verdadeiros tesouros do patrimônio religioso potiguar. Justamente por isso, tais peças deveriam permanecer à vista e sob vigilância da comunidade, garantindo sua preservação.
Essas perguntas tornam-se ainda mais graves quando conhecemos histórias reais - como a passada com o Monsenhor Antônio Barros (in memorian), em São José de Mipibu/RN -, quando o sacerdote cedeu para a Fundação José Augusto - FJA, - como empréstimo - três imagens pertencentes à Igreja Matriz de Sant'Ana e São Joaquim, de São José de Mipibu e, infelizmente, elas nunca mais voltaram.
Ouvi da boca dele essa informação. Ele emprestou um São Francisco de Assis, uma Nossa Senhora da Conceição e um São Sebastião para uma exposição que, à época, aconteceu na Capitania das Artes. O evento passou e não acontecia a devolução. O monsenhor, ocupado com suas funções sacerdotais, foi reivindicar a devolução muito tempo depois e foi tarde demais. Esse empréstimo se deu sob consignação. Houve um contrato de empréstimo, mas ele perdeu o documento na casa paroquial. O São Francisco se encontra atualmente no Museu de Arte Sacra. Ele me contou esse episódio na calçada da Igreja Matriz de Sant'Ana e São Joaquim, quando conversei com ele sobre um furto que houve naquela matriz na década de 70.
Diante disso, faço um apelo direto ao povo católico de Nísia Floresta, para que esclareça publicamente onde se encontram essas peças. Caso tenham sido retiradas, é imprescindível saber:
- quando isso ocorreu;
- por quem;
- com qual finalidade;
- e sob que tipo de registro ou responsabilidade.
Se, porventura, essas relíquias não estiverem mais no único lugar onde lhes é de direito, ou seja, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó, e não houver clareza quanto ao seu paradeiro, estaremos diante de uma situação que exige providências imediatas. Na hipótese de desaparecimento ou de ausência sem documentação formal, torna-se urgente:
- registrar ocorrência na Delegacia de Polícia local;
- comunicar a Polícia Federal;
- acionar o Ministério Público de Nísia Floresta;
- informar oficialmente a Arquidiocese.
Como sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, estenderei a denúncia ao IHGRN, por se tratar de patrimônio histórico e cultural.
Solicito, ainda, que a comunidade católica de Nísia Floresta verifique todas as informações pertinentes e me dê retorno pelo WhatsApp (84) 99903-6081. Não havendo esclarecimentos, a denúncia será formalizada o mais breve possível.
Isso precisa ser apurado.
Essa são as identificações técnicas das peças:
- CÁLICE (séc. XIX)
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Material: do tipo prata “P-Coroa”, relíquia de origem portuguesa.
- CASTIÇAL
Material: madeira com policromia e aplicação de folhas de ouro
Altura aproximada: 50 cm
Características: presença de coloração avermelhada na camada de preparação, possivelmente o bole, tradicional base para douramento, ou elemento estético original da obra. O castiçal é um objeto essencial da liturgia católica, utilizado em celebrações solenes, procissões e momentos de grande simbolismo.
- OSTENSÓRIO
Material: ouro e prata maciços, ornamentado com simbologias eucarísticas, como "espigas de trigo", "cachos de uva", o "cordeiro no tabernáculo" e "quatro querubins". Há um óculo no centro da cruz, cujos raios excelsos são todos em ouro. A peça é assentada sobre um retângulo cujos pés são quatro garras.
Altura aproximada: cerca de 40 cm ou mais
Se porventura tais peças foram retiradas para possíveis restaurações, faz-se necessário saber se houve o registro formal da autorização canônica e definição clara de responsabilidade.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
TITINA MEDEIROS...
domingo, 11 de janeiro de 2026
TAMIRES ÍTALO TRIGUEIRO PEIXOTO E ABDON TRIGUEIRO PEIXOTO - HISTÓRIA À LUZ DA GENEALOGIA...

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| Escola Estadual Professor Francisco Barbosa - O Alerta |
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| Professora Maria Leide Tavares Peixoto |
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| Clhóris, o esposo Geiely e os filhos: Gabriel (à esquerda) e Pedro (à direita) |
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| Leide, Geiely e Clhóris. |
| Anos 60 - Blog O Alerta |
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| Anos 60 - Blog O Alerta |
| Anos 60 - Blog O Alerta |
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| Antônio Ezequiel Peixoto, avô de Abdon e Tamires. Antônio Ezequiel é tio-avô da minha mãe Maria José (Peixoto) Freire, e meu tio-bisavô. |
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| Roque Maranhão, esposo de Luzia Peixoto Maranhão, tia de Tamires (ambos estão sepultados no cemitério de Nísia Floresta/RN) |
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| Engenho Olho d'Água, São José de Mipibu, RN. |
| Engenho Olho d'Água, São José de Mipibu, RN. |
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| Enéas Gomes Peixoto, sua esposa Luzia Ciríaco Peixoto com os filhos: Braz Lídio Peixoto (em pé), Bartolomeu Peixoto (sacerdote) e Basília Venina Peixoto. Luzia é tia-avó de Abdon e Tamires |
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Maria Alfeu Peixoto com o filho João Isaías de Macedo Filho (Parnamirim), onde residiram desde que se casaram.![]() Manoel Bartolomeu Peixoto |
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| Inauguração do primeiro açougue de Parnamirim, pertencente a Dom João Isaías de Macedo |
| Engenho Descanso (visão frontal). O autor deste estudo junto a sua irmã Maria Sueli (Peixoto) Freire Reigota Ferreira. |
| Engenho Descanso (Fundos), minhas irmãs Regina Maria (Peixoto) Freire de Oliveira e Sueli. |
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| Capitão Abdon Álvares Trigueiro, avô materno de Tamires e Abdon |
Abdon Álvares Trigueiro integra o tronco familiar materno de Tamires, figurando como seu avô materno. Sua trajetória distingue-se não apenas pela posição na linhagem, mas pelo relevo público que alcançou como militar e músico, projetando o sobrenome Trigueiro para além do âmbito doméstico, no cenário cultural e institucional do Rio Grande do Norte entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
Filho de Francisco Álvares Trigueiro, nasceu em Guarabira, Paraíba, no ano de 1868. Casou-se com Higina Campos Trigueiro, também paraibana, com quem constituiu família numerosa já radicada em Natal. Dessa união nasceram Maria Esmeraldina Rodrigues Trigueiro (10.07.1892), Othoniel, Tharsis, Dalila, Ercila e Clhóris, todos registrados na capital potiguar. Nos últimos anos de vida, Abdon fixou residência em São José de Mipibu, onde faleceu em 1941.
FORMAÇÃO MILITAR E PRIMEIROS ANOS DE SERVIÇO
A carreira militar de Abdon Álvares Trigueiro teve início no Exército Nacional, com ingresso no 27º Batalhão de Infantaria, em 20 de janeiro de 1890, na Paraíba. Permaneceu nessa unidade até 4 de maio de 1893, retornando ao serviço ativo em 20 de fevereiro de 1895, quando foi incorporado ao 34º Batalhão de Infantaria, já então residente em Natal.
Desde o início, foi admitido na condição de músico de 2ª classe, evidenciando que sua habilidade musical precedia a carreira castrense e foi por ela absorvida. Os registros de assentamento indicam evolução funcional contínua até seu desligamento definitivo do Exército, ocorrido em 5 de novembro de 1900.
CAMPANHA DE CANUDOS (1897)
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| Canudos/BA |
CARREIRA MILITAR NA POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE
Desligado do Exército, Abdon ingressou no Batalhão de Segurança em 4 de novembro de 1900, como alferes em comissão. Poucos dias depois, em 17 de novembro, foi nomeado pelo governador Alberto Maranhão para exercer simultaneamente as funções de inspetor e regente da banda da corporação.
Sua ascensão funcional foi progressiva e regular:
• 2º tenente (14 de novembro de 1900)
• 1º tenente (1º de fevereiro de 1911)
• Capitão (31 de dezembro de 1917)
Foi reformado por ato do governador Juvenal Lamartine, em 10 de janeiro de 1929. Ao todo, Abdon dedicou nove anos ao Exército e vinte e oito anos à Polícia Militar, exercendo também funções administrativas e policiais no interior do estado, inclusive como capitão sediado em Macaíba e delegado em diversas localidades.
ATUAÇÃO MUSICAL E VIDA CULTURAL
Paralelamente à carreira militar, Abdon Álvares Trigueiro construiu sólida atuação musical. Desde 1896, seu nome aparece nos jornais associado a apresentações, composições e regências. Nesse ano, apresentou ao piano, na redação do jornal O Diário de Natal, o “Hino à Imprensa”, de sua autoria, com letra do professor Elias Souto.
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| Cláudio Galvão |
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| Cláudio Galvão |
Após um período de menor visibilidade, a atividade musical de Abdon foi retomada com destaque em 1907, quando uma de suas polcas foi executada em retreta pública, recebendo elogios entusiasmados da imprensa, que celebrava seu retorno ao cenário musical da cidade.
Em 1913, durante um episódio de forte tensão política em Natal, Abdon teve atuação destacada em confronto armado envolvendo forças policiais e militares. Sua ação foi oficialmente elogiada pelo comando da Polícia Militar, que ressaltou a iniciativa do então 1º tenente Abdon Álvares Trigueiro ao assumir posição estratégica no combate, contribuindo para conter os atacantes.
ATUAÇÃO RELIGIOSA, MAÇONARIA E ÚLTIMOS ANOS
Abdon também teve participação ativa na vida religiosa e associativa. Foi dirigente da Associação Evangélica de Natal, reeleito vice-presidente em 1916, sob a presidência do reverendo Jerônimo Gueiros. Regeu por muitos anos o coro da Igreja Presbiteriana, compondo músicas sacras associadas a textos bíblicos e poesias religiosas.
Na maçonaria, foi venerável da Loja ‘Evolução II’, onde teve seu retrato inaugurado ao deixar o cargo. Após a reforma militar, passou a residir em São José de Mipibu, dedicando-se a viagens pelo interior do estado em atividades de pregação evangélica.
PRODUÇÃO MUSICAL E LEGADO
Embora não seja classificado como modinheiro típico, Abdon Álvares Trigueiro destacou-se como compositor de valsas, polcas, dobrados, hinos e canções de serenata, entre elas “Aos 15 anos”, com letra de Segundo Wanderley. Seu maior reconhecimento ocorreu em 1922, quando venceu concurso promovido pelo governo Antônio de Souza, por ocasião do 1º Centenário da Independência do Brasil, com as melodias para os poemas “Caminho do Sertão” e “Olhos”, de Auta de Souza.
Recebeu dois prêmios no valor de 500$000 (Quinhentos mil réis) cada, além da impressão das partituras pela Casa Bevilacqua, do Rio de Janeiro. As obras foram apresentadas no Teatro Carlos Gomes, sob sua regência.
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| Teatro Carlos Gomes, atualmente Alberto Maranhão. |
* Dalila Rodrigues Trigueiro (1895–1971)
* Ercila Campos Tigueiro (1906–?)
* Tharsis Campos Trigueiro ( ? - ? )
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| Cemitério central de São José de Mipibu/RN. |
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| Ruínas do Engenho São Roque onde é visto restos dos pilares e maquinário. Atualmente só resta o maquinário. Fiz essa fotografia em 2006. |
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| Abel Gomes Peixoto, meu avô (pai da minha mãe Maria José 'Peixoto' Freire). Antônio Ezequiel Peixoto, meu tio-bisavô. |
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| SÔNIA PEIXOTO MACEDO - DÉCADA DE 40 (PARNAMIRIM/RN). |
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| SÔNIA PEIXOTO MACEDO - 1962. |
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| SÔNIA PEIXOTO MACEDO E O MARIDO |
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| SÔNIA PEIXOTO MACEDO |

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