ONDE ESTÁ O NAZISMO NO
GOVERNO FEDERAL
Atualmente
as mídias estão repletas de mal intencionados propagando desenfreadamente
mentiras com o objetivo de gravá-las na mente de um país com sérios problemas
educacionais, portanto, encontrando terreno conveniente e pessoas suficientes
para repetir seus mantras, com suas devidas exceções.
Se
os formadores de opinião idôneos (cientistas políticos, historiadores,
sociólogos, antropólogos e filósofos), não refutarem essas ideias bárbaras,
incondizentes com a lógica dos fenômenos sociais, elas atingirão os seus
objetivos de mascarar a história do Brasil, os arquivos do nosso povo, e assim,
abrindo um mar de ondas fictícias terríveis. A grande mentira atual inclusive
bizarra, por exemplo, é negar as atrocidades e a existência da Ditadura Militar
durante o Golpe de 64. Comemorá-la é desinteligência. É desserviço e desonra
perante o nome daqueles que morreram e foram torturados para defender a
democracia.
É
tanta mentira divulgada em meio a tanta ignorância, que muitos acreditam. Você
já imaginou se o CARDEAL DOM PAULO EVARISTO ARNS tivesse se calado diante do
que viu? Imaginou o Brasil, hoje, sem a façanha dele, em burlar os militares,
obtendo os documentos com os nomes dos torturados, o relatório e como a pessoa
foi torturada e, pasme, até dos torturadores?
Os
militares adeptos do Golpe de 64 eram tão robotizados ao registro, que se
desperceberam de que guardavam para a HISTÓRIA DO BRASIL um material que, pela
gravidade, anomalia e bizarrice, deveria ter sumido do mapa, se tivessem sido
inteligentes. Quando foram atrás de queimá-los, o CARDEAL DOM PAULO EVARISTO
ARNS já havia ‘fotocopiado’ tudo através de uma façanha incrível. Mas por que
esses senhores propagam tanta mentira a ponto de muitos estarem acreditando e
transferindo-a como verdade?
Se
cada pessoa que nega a existência da ditadura, que celebra o nome de
torturadores, e aposta em narrativas descompensadas para apagar nossa memória,
sentasse numa cadeira e abrisse um livro de historiadores renomados, como HOBSBAWM,
iriam sentir calafrios na espinha por ter contato com ARQUIVOS, não livros do
MEC (que por boatos na internet dizem ser livros comunistas), dos mesmos
autores da mamadeira com pênis e do kit gay.
Explicando
por analogia histórica, durante o nazismo, HITLER se reuniu com o alto comando
nazista e expôs a dificuldade que teria para colocar em prática a sua
insanidade. O ministro da propaganda do Terceiro Reich, o militar GOEBBELS,
braço direito do füher, disse: VAMOS MENTIR. Todos ficaram sem entender. Ele
explicou: eu tenho uma filosofia de que se mentirmos de forma massificada,
frequente e periódica nos jornais, nos rádios, nos alto-falantes, no
boca-a-boca, nas ruas etc todos passarão a acreditar. E assim eles fizeram o diabo com a filosofia
goebbelista que defendia a máxima de que A MENTIRA, DITA MIL VEZES, SE TORNA
VERDADE.
HITLER
queria achar culpados por todas as mazelas da Alemanha, e dessa forma,
construir um comportamento de “rebanho” para defender o seu doentio pensamento
(a famosa eugenia racial). Adotada a tese de Joseph GOEBBELS, os nazistas
passaram a pulverizar que todos os problemas da Alemanha tinham relação com os
judeus, negros, gays, ciganos, enfim os não-arianos. O anti-semitismo imperava
na Alemanha. Em termos de Brasil, isso é parecido ao que fazem aos nordestinos,
pretos, gays, ciganos, índios em alguns estados do Sudeste e Sul do Brasil. Os
nazistas arranjavam culpados e, ao mesmo tempo, arranjavam soluções para
restaurar a “moral” da Alemanha. Coisa de gente doida! Coisa de desconhecedores
da cientificidade historiográfica, da Politologia, da Sociologia, da Filosofia.
Enfim, bem parecido com o que vimos, hoje.
Em
sua época GETÚLIO VARGAS flertou com regimes autoritários no geral. Nesse caso, o Fascismo. Ele adotou a mesma técnica:
desfiles espetaculosos, fortes investimentos na divulgação de sua imagem por
via de fotos, banners, souveniers, livros didáticos, rádio e jornais. Aquela
ideia do atual presidente do Brasil, de assistir aos alunos brasileiros
declamando o seu lema, levada a cabo pelo deplorável Ministro da Educação, é um
exemplo perfeito dessa bestialidade toda.
Pois
bem, FRANKLIN DELANO ROOSEVELT, presidente dos Estados Unidos Unidos da
América, danou areia no “namoro” de HITLER E GETÚLIO VARGAS, sob forte ameaça
de invasão a Natal e Parnamirim, posteriormente negociadas (e só depois de
muito tempo os ingênuos brasileiros descobriram os arquivos históricos
retratando bastidores nada agradáveis a nós). Eles nos enxergam como se
fôssemos inferiores.
Na década de 30 o Rio Grande do Norte abraçou o surgimento do INTEGRALISMO.
Os adeptos locais - inocentemente -, se encantaram com essa corrente. Achavam
bonitas as fardas, o distintivo, os souveniers,
as marchas pelos municípios, o jeito militarizado, cheio de caras e bocas, o
ridículo cumprimento “ANAUÊ” entre os adeptos (lembra o quê?), que, por sua
vez, lembrava o “HEIL HITLER” (RÁI HITLER). E, entretidos com tais bizarrices,
caminharam durante algum tempo com a marmota novo-fascista, ou ala-brasileira.
Mas vejam como o Brasil obedece obedece aos EUA. Quase duas décadas depois, bastou
um berro do homem da perna mecânica (ROOSEVELT) que tudo acabou num rompante.
Foi como um pai severo, rígido, que só fala uma vez. Na segunda, dá uma
“reada”.
GOEBBELS construiu um pensamento de anti-subjetivação, limitando a
criatividade e a potencialidade dos artistas e demais cidadãos, cientistas,
professores universitários, que poderiam ser contra o regime nazista (isso
lembra o quê?), e apontou um novo objetivismo no Manifesto do Partido Nazista
em 1933, escolhendo a suástica como um símbolo nacional e fazendo dela um ponto
fixo da propaganda, escolhendo dias da semana para queimar livros subversivos,
perseguindo comunistas, sindicalistas, sociais-democratas (se querem apagar a
verdadeira história do GOLPE DE 64 e a memória de PAULO FREIRE, dentre tantas
intenções do tipo, isso lembra o quê?).
Existia uma CAMPANHA nazista chamada “Sociedade Alemã sem Marxismo”.
As pessoas eram intimadas a sempre denunciar a reunião de possíveis resquícios
da LIGA SPARTAKUS, de sindicalistas subversivos, intelectuais de esquerda e
comunistas. Pois bem, esses atuais pseudo-intelectuais governistas podem tentar
mentir e forjar ideias falsas, mas JAMAIS conseguirão imputar a história de uma
ideologia que foi perversa até seu último suspiro ao espectro da esquerda.
Tudo isso significava uma política ultra-nacionalista, que dizia
“DEUSTCHALAND UBER ALlES”, que, traduzido fica: “ALEMANHA ACIMA DE TUDO” (isso
parece com o quê?). A mim me recorda o atual Governo Federal. Não sei a ti. Assim fizeram coisas espetaculosas: as grandes marchas
militares em Nuremberg, e tudo que mostrasse um aspecto objetivo e
pseudo-civilizado, sempre na tentativa de ser científico. A propósito, não faltavam
intelectuais envolvidos no pensar do regime nazista. Intelectuais nos
bastidores, como MARTIN HEIDEGGER, último grande filósofo, desenvolvedor de uma
famosa fenomenologia (Isso lembra o quê ao contrário?).
Todo o nacionalismo estimulado pelos alemães nazistas surgiu da
ideia da humilhação passada pós-primeira guerra mundial, com o TRATADO DE
VERSALHES, durante a REPÚBLICA DE WEIMAR. Isso foi o combustível para a
campanha nazista, ou seja, propagar a tese de que havia uma onda contra o
desenvolvimento da Alemanha. Assim culparam os SOCIAIS-DEMOCRATAS por todo o
atraso na INTELLIGENTSIA e pelo incêndio no PARLAMENTO ALEMÃO. Ou seja, pegaram
um problema que era fruto de um contexto histórico que caminhava há décadas (e
que estava sendo consertado) e o ventilaram como uma coisa recente, criada por
quem ele se opunha. Viemos para salvar!
(Isso parece com o quê?).
Por que estou escrevendo isso? Ora, para explicar que se quisermos
um exemplo de alguém, hoje, que se pareça com GOEBBEL, fabricando mentiras a um
nível de credibilidade tão eficaz, temos o norte-americano STEVEN BANNON,
executivo da mídia norte-americana, figura política e estrategista da Casa
Branca do governo DONALD TRUMP, conselheiro sênior do dito presidente. Você
conhece um presidente norte-americano mais preconceituoso, prepotente, racista,
enfim tudo, menos com a necessária decência de um Chefe de Estado como Trump?
STEVEN BANNON é a grande inspiração para o AGIR e o PENSAR do
Governo Federal atual, que segue o manual da guerra híbrida, fabricando
mentiras, alegando para jornalistas informações falsas, para contradizê-los
posteriormente. E quem desconhece a HISTÓRIA DO BRASIL, acredita piamente. A
ideia desses anômalos é mentir com serenidade, mesclando pequenos detalhes
reais para legitimar a mentira, se assim posso dizer. Entenderam agora por que
tanta mentira e tanta confusão no Brasil?
A preocupação deles com coisas desnecessárias, no ponto de vista de
mostrar para que vieram, está desmantelando vários ministérios, expondo-os ao
ridículo. Não é o que poderão entender como oposição, mas eles próprios. Eles
mesmos criam as sessões e matinês a cada dia. Se ao menos fosse um Circo de
Soleil, mas um “circo caga-lona” (desculpem, mas é uma expressão potiguar para
designar coisas esculhambadas pelos próprios protagonistas). Estão preocupados
com cores de roupa, lema político gritado por estudantes, banimento do nome de
PAULO FREIRE doravante, enfim é muita bobagem. Puro desserviço. É um prejuízo
sem tamanho para o desenvolvimento do povo brasileiro. Mudar os livros didáticos, contando uma
história como se propõem, é um culto à tortura e à ditadura. É um tiro na
democracia. Permitir isso é dizer para o Mundo: somos burros.
Quando você ler ou ouvir algo que venha desses senhores, procure
saber à luz da ciência. FUJA DO FACEBOOK. Pesquise em fontes científicas
sérias. Atualmente muitos grandes falantes e escrevinhadores sequer leram Alice
no País das Maravilhas, quanto mais um livro de história geral ou do Brasil.

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