ANTES DE LER É BOM SABER...

Este blog - criado em 2008 - não é jornalístico, embora contenha alguns conteúdos que passeiam levemente por essas águas. Os textos são de autoria de Luís Carlos Freire, o qual descende do mesmo tronco genealógico da escritora Nísia Floresta. Esse parentesco ocorre pela parte da mãe do autor, Maria José Gomes Peixoto Freire, cujas informações estão no livro "Os Troncos de Goianinha", de autoria de Ormuz Barbalho Simonetti. O referido livro desenrola o novelo genealógico das famílias originárias de Goianinha, município próximo, de onde originou-se a família de Nísia Floresta, e pode ser pesquisado no Museu Nísia Floresta, no centro da cidade. Luís Carlos Freire é especialista na obra de Nísia Floresta, membro da Comissão Norte-Riograndense de Folclore, sócio da Sociedade Científica de Estudos da Arte e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Possui trabalhos científicos sobre a intelectual Nísia Floresta Brasileira Augusta, publicados nos anais da SBPC, Semana de Humanidade, Congressos etc. É autor de 'História do Município de Nísia Floresta', 'Cultura Popular em Nísia Floresta', 'A linguagem Popular em Nísia Floresta', dentre inúmeros trabalhos na área de história, lendas, costumes, tradições etc. Uma pequena parte das referidas obras ainda não estão concluídas, mas o autor entendeu ser útil disponibilizá-la neste blog, enquanto as conclui. Algumas são inéditas. O acesso permite aos interessados terem ao menos uma boa noção daquilo que buscam, até porque existem situações em que certos assuntos não são encontrados nem na internet nem em outro lugar. Algumas pesquisas são fruto de longos estudos, alguns até extensos e aprofundados, pesquisados em arquivos de Natal, Recife, Salvador e na Biblioteca Nacional no RJ. O autor estuda a história e a cultura popular da Região Metropolitana do Natal. Esse detalhe permitirá ao leitor encontrar informações históricas sobre a intelectual Nísia Floresta Brasileira Augusta, sobre o município homônimo, situado na Região Metropolitana de Natal/RN, além de crônicas, artigos, fotos poemas, etc. O autor ministra palestras e pode ser convidado através do e-mail: luiscarlosfreire.freire@yahoo.com.br. Fone: 99827.8517 - É PERMITIDO COPIAR TEXTOS DESTE BLOG, DESDE QUE A AUTORIA SEJA MENCIONADA.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O VOTO É O FUTURO

 
"O voto é o futuro"... foi assim que eu quis começar este texto, pois em toda a nossa existência, estaremos sempre votando no amanhã (que pode ser o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte...). Jamais votaremos no que passou. Você já pensou nisso? Se não pensou, pense, pois é assunto sério. É pelo voto que sua cidade, seu estado, seu país se encontra como está. Se está pleno de cidadania, ótimo! Se está deplorável, pena! É você que decide, e por um único instrumento: o voto.
Quando você estiver analisando em quem votar, olhe quem são os candidatos (as). Analise bem os que estão nas mídias, e já começam a caminhar sutilmente por seu município. Considere - em primeiro lugar - que em quase todo o Brasil existe um comportamento que vem sendo combatido pelas pessoas inteligentes, pelo Ministério Público, pelo Tribunal Regional Eleitoral, por ONG's e pela Polícia Federal. Esse comportamento resume os piores vícios, como compra de votos, desvio de dinheiro público, nepotismo, descaso com o serviço público etc. É o que leva o Brasil para trás, independente de partido político. Não analise partido político, analise pessoas, pois não são os partidos que cometem injustiças, arbitrariedades, desvios de dinheiro etc - nem são partidos que promovem cidadania e justiça - são pessoas. Obviamente há partidos que historicamente são feitos pela escória (cabe a você estudar e refletir).
Os adeptos da politicagem não estão preocupadas em trazer cidadania para o povo, mas preocupadas em chegar ao poder para dar vazão à corrupção, portanto vale tudo em prol de chegar lá. Tais senhores (se assim devem ser chamados), são "raposas velhas". Eles (as) teatralizam por onde passam.
Nos programas eleitorais gratuitos surgem como salvadores da pátria. Há toda uma estrutura de marketing por trás. São ensinadas até mesmo as suas condutas diárias durante a eleição. Muitos são "atores" por vida e, animados pelos marqueteiros, viram 'experts'. 
Boa parte dos eleitores, inocentes, ignorantes ou sob efeito de lavagem cerebral, votam porque o (a) candidato (a) está cheio de joias, bem vestido, sorri com facilidade, abraça, pega na mão, desceu de um carrão, tem a pele alva etc etc etc (isso é resquício forte da época da escravidão e, depois, dos coronéis). 
Cabe-nos fazer o povo refletir que tais candidatos são esses "atores" que estão por aí, aos montes, surrupiando os cofres públicos e legando ao povo um município deficiente, que caminha para trás. Na realidade, são ladrões disfarçados. Bandidos mesmo!
Cabe a você, eleitor brasileiro, observar e escolher:
Observe se o (a) candidato (a) que bate à sua porta é iniciante na política. Preste atenção no caráter dessa pessoa, veja se se trata de alguém que tem como hábito se envolver em alguma causa social. Se tal candidato tem competência, é pessoa idônea, merece muito o seu voto.
Se for um (a) candidato (a) que já traz um currículo na política, analise-o minuciosamente. Veja se a pessoa é participante ativa nas causas sociais. Se ela busca algo de bom e novo para o município, se ela apresenta projetos políticos de relevância (não me refiro a colocação de um bueiro aqui ou um poste ali), mas a algo que beneficia o maior número de pessoas, principalmente o que faz a pessoa pensar e ser melhor assistida. Coisa que de orgulho ao munícipe. Ela também merece o seu voto.
Se se trata de um (a) candidato (a) que hoje tem o pai gestor, amanhã o marido, depois o tio, depois de amanhã um sobrinho, depois um primo, depois a irmã, depois o cunhado, depois o avô tenha muito cuidado. Essas pessoas normalmente construíram uma teia de estratégias para se fortalecer no poder. Sua única preocupação é a garantia de que seu grupo continue com o poder para manter o seu alto padrão de vida. E mais nada. 
Assim como uma máfia, elas são organizadíssimas na corrupção. Estão mais preocupadas em repartir o bolo -  que é o dinheiro das verbas públicas - entre os seus parentes e amigos de extrema confiança. Elas não estão preocupadas em produzir cidadania, pois quem assim o faz, leva esse povo à liberdade. E eles querem lhe colocar em currais, pois curral é miséria, é ignorância, enfim toda sorte de precariedade. Assim conseguirão contar sempre com seus currais. Para elas, povo é lixo. Só serve para dar voto. Depois da campanha, não tem valor algum.
Normalmente esses candidatos eternos ficam com a metade ou mais das verbas públicas. É por essa razão que eles sempre pagam muito bem pelos votos. E tais pagamentos, haja vista as punições legais a que estão sujeitos, são feitos por seus representantes de distritos, bairros, comunidades etc, através de artimanhas muito bem feitas por contadores e chefes de finanças municipais/estaduais/federais. Eles fazem a coisa muito bem feita, se é que assim possamos entender.
Tais senhores e senhoras estão sempre dando uma 'merrecazinha' aqui e ali para seus seguidores, os quais se enquadram nas categorias de lideranças de bairros e comunidades (se é que devamos chamá-los assim). Tais candidatos (as) sempre tem dinheiro disponível para bancar uma 'feijoadazinha' aqui, uns comes e bebes ali, enfim estão sempre custeando algo, pois o dinheiro não é dele (a), é dinheiro público. Outrora dão 'agradozinhos' para donos de blogs ou outras mídias para que nunca publiquem nada que "desabone" a sua moral.
Esse comportamento desleal é corrupção pura. E o povo que aceita isso é tão corrupto quanto.
Os candidatos sérios e competentes, que fazem uma campanha correta, verdadeiramente cidadã,  baseada na conscientização, sem compra de votos - com um programa de governo 'pé no chão' - e que têm condição de transformar o seu município para melhor, enfrentarão dificuldades abissais. Mas é neles que você deve votar, pois serão eles os que atenderão aos anseios coletivos.
Parte do povo - deseducada - sempre acha que voto deve ser vendido mesmo. Talvez estejam tão habituados a serem tratados como cachorros, que se comportam como tais. Não têm firmeza em dizer "alto lá, meu senhor, minha senhora, vá pedir votos em outra freguesia; você não tem moral para ter um mandato".
Os candidatos sérios, éticos e honestos jamais permitirão uma campanha suja, pois sabem que esse dinheiro distribuído de maneira tão fácil veio daquele recurso desviado. Tenha certeza que aquele dinheiro que seu parente recebeu em campanha anterior, foi dinheiro desviado, que era para construir uma escola, paramentar um posto de saúde, comprar merenda, construir um hospital, ministrar um curso gratuito etc etc etc...
Dinheiro público não é para ser distribuído como se dá guloseimas às crianças. Dinheiro público é para ser aplicado nos serviço público: transportes, estradas, merenda escolar, bibliotecas, hospital, esporte, turismo, enfim naquilo que beneficia oi maior número de pessoas, e com igualdade.
Analise obviamente o (a) candidato (a) que vem de oligarquia que já mencionei acima, acaso ela exista em seu município ou em seu estado. 
Somente no país da carochinha as oligarquias fazem com que o povo sinta orgulho de morar onde moram. Se nesse país da carochinha lhe dá bom hospital, boa biblioteca, bom esporte, bom lazer, boas estradas, boa educação, boa merenda escolar, boa cultura, enfim faz a diferença e trabalha com cidadania, a ponto de você sentir orgulho do serviço público, "acredite nela". "Vote nessa oligarquia".
Finalizando, olhe bem quem está sendo anunciado como candidato (a). Vote, de preferência em quem nunca esteve no poder. Dê-lhe a chance. Coloque na sua cabeça uma coisa: se você for enganado por tal pessoa, siga essa tática, sempre (procure um novo nome na próxima eleição). Uma hora você acertará, afinal existem nesse mundão de Deus muitas pessoas idôneas iguais a você. Não pensemos que todos são corruptos. Seria um caos. Há muita gente de bem por aí, na sua cidade, no seu estado, no seu país. Pense, pois o voto é o futuro. 
Tenho certeza que você é inteligente e não quer continuar sendo eternamente plateia, assistindo às mais estapafúrdias tragédias durante toda a sua vida: a tragédia da corrupção. Tragédia dos bandidos/"atores", perfumados, cheios de joias, bem vestidos, falantes, alegres, super felizes (pelo menos antes deitar a cabeça no travesseiro). Tais senhores e senhoras podem até se despir dos seus luxos durante a campanha (para disfarçar), mas você é inteligente e sabe que é "teatro".  Quem sabe um deles está passando por sua rua nesse momento, ou batendo palma em seu portão. O que você vai dizer a ele (ela)? Que futuro você quer?

segunda-feira, 18 de julho de 2016

RUA NÍSIA FLORESTA - RIO DE JANEIRO


PEQUENA CURIOSIDADE

Rua "Nísia Floresta", no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro.

sábado, 9 de julho de 2016

LIVRO: O ACERTO DE CONTAS DE UMA MÃE - SUE KLEBOLD



Acabei de ler este livro - lançado recentemente - e o recomendo a todos os pais (principalmente), psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, enfim todos que ainda não o leram. Lembro-me desse fato que chocou o mundo. Não dá para entender como dois adolescentes entram numa escola e saem matando quem encontram pela frente. É algo inexplicável. O assunto é complexo demais. Lembro-me já ter lido há muito tempo diversas pessoas condenando os pais de ambos os garotos, mas é muito injusta essa sentença, pois trata-se de pais maravilhosos. É até compreensível perceber hostilidades, afinal eles mataram mais de 20 pessoas, e de forma bárbara, e deixaram várias com sequelas eternas, mas os pais não podem ser culpados - execrados - se só ensinaram a esses jovens o caminho correto, proporcionando-lhes tudo o que puderam para que eles fossem cidadãos de bem.
Como a autora é mãe de Dylan Klebold, me atenho mais aos aspectos dessa família, a qual educou os filhos da maneira mais correta possível.
DYLAN KLEBOLD
É incrível a honestidade da mãe, a qual escreve de modo imparcial, embora não deixa nunca de externar amor ao filho que ela desconhecia. No seu interior, Dylan era um suicida em potencial e guardava todos os seus planos de forma imperceptível ao pai, a mãe e ao irmão. Jamais alguém poderia imaginar o que estaria por acontecer, vendo aquele filho tão amoroso.
ERICH HARRYS
Sue Klebold abre o coração. Deixa sua alma transparente. Inicialmente, ela pensou ter sido apenas influência do amigo, pois Dylan era um filho tão decente que não dava margens para que ela o enxergasse como capaz de tamanha insanidade e perversidade. Ela passou muito tempo apegada a imagem do filho que conheceu por fora (filho maravilhoso) e portanto desconhecia o filho que ele era por dentro.
TOMAS KLEBOLD, PAI DE DYLAN
O livro ajuda os pais a lançar um novo olhar aos filhos. Precisamos olhar os nossos filhos sob todas as dimensões. Sem paranoias, obviamente, mas observar mais. No caso de Dylan, ele não gostava da vida. Pensava apenas em morrer. Nunca permitiu que alguém percebesse isso. E nessa paranoia teve um surto e levou mais um monte com ele no dia do seu suicídio. O amigo não o influenciou, apenas era outra pessoa dentro de outra pessoa que se somou a ele.
Tivemos um caso parecido, no Rio de Janeiro, conhecido como "O Massacre do Realengo".  Muitas vezes pensamos que as coisas só acontecem nos EUA, e nos enganamos, afinal é tudo fruto da mente humana.  
Creio que o grande erro está na incapacidade de as escolas enxergarem mais os seus alunos. Com certeza não é unicamente o amor familiar que impediria uma tragédia desse tipo.
SUE KLEBOLD
É comum a pais e mães buscarem fórmulas para se educar os filhos, como se existisse uma "receita infalível da vovó". Às vezes busca-se uma espécie de fórmula mágica, mas tudo isso é em vão. A própria família Klebold era uma família normal. Ela relata alguns episódios problemáticos vividos na pré adolescência de Dylan, mas nada que se deduza ter sido a causa. Há, inclusive, situações muito próximas a qualquer um de nós, muito piores - sobre adolescentes desvirtuados -  e que não se tornaram um matador ou algo parecido. As coisas são muito relativas. De um lar muitas vezes tirano pode sair um anjo. Vê como a fórmula não é a fórmula! A coisa está dentro da pessoa e precisa ser enxergada (daí aquela coisa do olhar redobrado/profundo/perscrutante... meio raio-x).
Uma vez eu disse "na lata" a um pai pastor protestante: "conhecemos os nossos filhos quando os desconhecemos". Meio hostil, ele queria me obrigar a rasgar uma advertência a qual seu filho havia feito jus. Ao ouvir isso ele teve um choque. Ficou parado me olhando e foi embora. A partir daí começou a olhar o filho de outro jeito. O garoto era outro na escola. Não era o que o pai via em casa. Havia um outro eu naquele menino. E esse outro eu era invisível na casa do pastor. Um dia esse pastor me encontrou na rua e me abraçou. Tenho impressão que ele colocou o seu detector de "coisas perigosas do filho" para funcionar, e o consertou a tempo. 
É muito difícil. É complexo.
A partir do momento que uma criança põe o pé na rua, enfrentará conflitos, e se não estiver preparada pela escola e pela família, nutrirá as suas neuras (muitas vezes em silêncio). É na sociedade (no mundo/lá fora) que ela será ela, que ela encontrará seus amigos, seus falsos amigos, SEUS ALGOZES.
Às vezes a timidez, aliada a um complexo de inferioridade, a obesidade, um olhinho vesgo, "um jeitinho esquisito", uma deficiência física enfim algo que "fuja a padrões culturais", pode se transformar numa grande tragédia futura. Algumas vítimas de preconceitos - ou pessoas rejeitada por grupos -  ainda extravasam, mas outros guardam para explodir de uma vez só. E da pior forma. 
No meu entendimento as escolas, os professores e pessoas da área da educação estão meio medievais nesse sentido, pois cabe a elas olhar com profundidade cada aluno. A escola é a mola propulsora para as piores coisas, pois, diferente da casa onde ela mora (onde só está a família) estão todos.
Muitas vezes o início de uma tragédia começa debaixo dos olhos de um professor/diretor/funcionário escolar. A banalização do bullyng, por exemplo, impede de se ajudar muitas vítimas, sejam crianças ou adolescentes.
Na realidade tudo é muito complexo. Não existe uma fórmula, mas olhar mais, e com outro olhar - o filho/aluno - é muito importante.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

UFA! SEM PALAVRAS!

Grande ator, Eduardo Cunha conseguiu a peripécia de arrastar esse imbróglio até agora. Mas eu choro não convence a muitos. Inegavelmente, nunca se viu na história do Brasil um Presidente da Câmara Federal mais dissimulado. Esse fez escola. 
Não pensem que esse "dar-se por vencido" é o seu fim. Cunha é um estrategista no mau sentido. Tudo é um truque para se reinventar., tal qual a Fênix. E brasileiro esquece rápido. Exemplo maior é Collor. O pior é que ele têm muitos políticos nas mãos. Você é inteligente e sabe quem são os tais. Mas vamos para as ruas!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

DOSSIÊ ESTAÇÃO PAPARY - FIQUE POR DENTRO DA HISTÓRIA REAL E COMPROVADA DOCUMENTALMENTE.

SUBSÍDIOS PARA ENTENDER O MOTIVO QUE FEZ O PRÉDIO QUE SERIA MUSEU E VIROU RESTAURANTE

ABAIXO - JORNAL O GRANDE NATAL, 2001. ANA ANGÉLICA TIMBÓ, NUM GESTO DE CORAGEM E OUSADIA, DENUNCIA AO MINISTRO DA CULTURA O MUSEU QUE SÓ FICOU NO PAPEL.



JORNAL "O ALERTA" - DURANTE AS REFORMAS A FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO DENUNCIA A DESCARACTERIZAÇÃO DO PRÉDIO. A REFERIDA DESCARACTERIZAÇÃO ERA UM AÇÃO DESCONHECIDA PELO GRUPO RESPONSÁVEL PELA ORGANIZAÇÃO DA POLÍTICA MUSEOLÓGICA. A INTENÇÃO ERA REALMENTE TORNAR O PRÉDIO UM RESTAURANTE, E NÃO MUSEU.
A NOTÍCIA DO PERIÓDICO "O JORNAL", DE 1993 DIZ: "NÍSIA FLORESTA É HOMENAGEADA E GANHA MUSEU HISTÓRICO". VOCÊ CONHECE O MUSEU?




A NOTÍCIA ABAIXO, PUBLICADA PELA TRIBUNA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE NO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 1995, ANUNCIA QUE "NÍSIA FLORESTA VOLTA A PAPARY". OS MAIS VARIADOS JORNAIS ANUNCIARAM A INSTALAÇÃO DO MUSEU, MAS, NA REALIDADE O LOCAL SEMPRE ABRIGOU UM RESTAURANTE. NINGUÉM NUNCA DEU EXPLICAÇÕES, POIS, COM CERTEZA TÊM A CONVICÇÃO DE QUE O POVO SEMPRE SE DÁ POR VENCIDO E NÃO PROTESTA CONTRA TAIS INJUSTIÇAS. ATÉ QUANDO?
DIÁRIO DE NATAL - 26 DE NOVEMBRO DE 1994 - ANUNCIA A NOVIDADE QUE NUNCA ACONTECERÁ. POUCO DEPOIS DA REFORMA O PRÉDIO É APRESENTADO AO PÚBLICO... MAS... QUE SURPRESA!!! O MUSEU VIROU RESTAURANTE. A MATÉRIA DIZ: "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE PAPARY GANHA UM RODÍZIO DE CAMARÃO". O POVO PERGUNTA: - "NÃO ERA UM MUSEU?" VEJAM SÓ QUEM ESTÁ ERRADO NESSA HISTÓRIA. O PREFEITO OU OS FATOS? O PREFEITO OU O POVO?


POUCO DEPOIS DA INAUGURAÇÃO, O SR ALFRDO LOBO, UM TURISTA QUE PASSOU PELO RESTAURANTE ESCREVEU O ARTIGO ACIMA DETONANDO O RESTAURANTE, INCLUSIVE QUESTIONA AS RAZÕES PELAS QUAIS O DONO DO RESTAURANTE OBTEVE O TÍTULO DE CIDADÃO NISIAFLORESTENSE. CURIOSIDADE: ATÉ TURISTA ENXERGA A VERDADE.


A PORTARIA ABAIXO, ASSINADA PELO PREFEITO GEORGE NEY FERREIRA, EM 1995, NOMEIA VÁRIAS PESSOAS (PROFESSOR LUÍS CARLOS FREIRE, CONSTÂNCIA LIMA DUARTE, FRANÇOISE DOMINIQUE VALÉRY, DIVA CUNHA PEREIRA DE MACEDO, HÉLIO GALVÃO E ENÉLIO PETROVICH), NA OCASIÃO DA IMPLANTAÇÃO DO MUSEU DE NÍSIA FLORESTA. OBSERVAÇÃO: AS OBRAS COMEÇARAM, HOUVE MUITA DIVULGAÇÃO JORNALÍSTICA, O PRÉDIO FOI "RESTAURADO", O PREFEITO DESAPARECEU, E ASSIM QUE O PRÉDIO FICOU PRONTO... A SURPRESA: O MUSEU VIROU RESTAURANTE! AS PESSOAS ENVOLVIDAS, SEM CONSEGUIR CONTATO COM O PREFEITO, FICARAM FRUSTRADAS, POIS FORAM USADAS PARA DAR UM CARÁTER DE SERIEDADE AO PROJETO


EM 2001, O ENTÃO PREFEITO JOÃO LOURENÇO, RETOMANDO A IDÉIA DO PROJETO, BAIXA NOVA PORTARIA, ELEGENDO NOVOS NOMES, DENTRE ELES O PROFESSOR LUÍS CARLOS FREIRE. OS CONTATOS SÃO REFEITOS, REUNIÕES ACONTECEM... MAS NADA SAI DO PAPEL, POIS ENQUANTO OS GESTORES PÚBLICOS QUISEREM USAR A CULTURA OU EDUCAÇÃO COMO CATAPULTA, ESSAS ÁREAS NOBRES NÃO FLUIRÃO COM TODA A PLENITUDE. O GESTOR PÚBLICO TEM QUE QUERER REALMENTE.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

AVIÃO SOBREVOANDO O CENTRO DE NÍSIA FLORESTA, DESPEJANDO DEZ MIL RETRATOS COM A BIOGRAFIA DA ESCRITORA - 1954

Conforme registra a história, em agosto de 1954 um avião da Força Aérea Brasileira sobrevoou o município de Nísia Floresta na ocasião da chegada dos seus restos mortais ao município de nome homônimo. A conterrânea ilustre havia nascido nessa torrão natal aos 12 de outubro de 1810, e falecida em Rouen, França, em 1885. A aeronave ficou em vaivém sobre o átrio da Matriz de Nossa Senhora do Ó, onde se concentrava o cortejo e houve uma espécie de solenidade antes da celebração de corpo presente. O avião despejou dez mil panfletos com um retrato de Nísia Floresta e sua biografia no verso, escrita por Cascudo.

 
José Ramires da Silva era o prefeito do município.
Estavam presentes as mais respeitáveis instituições de ensino, como a Escola Doméstica, o Atheneu, a imprensa e intelectuais de diversos estados.

 
Soldados da Marinha e Aeronáutica montaram guarda e conduziram o ataúde, numa cerimônia que causou admiração aos nativos, pois muitos sequer sabiam quem era a personagem homenageada.
  A paróquia de Nossa Senhora do Ó era administrada pelo Monsenhor Rui Miranda, o qual recebeu os despojos sem qualquer vênia, haja vista as maledicências ditas sobre a homenageada,  por alguns dos próprios conterrâneos.
 Isabel Gondim é autora de uma extensa carta difamatória, escrita em 1884, a qual a transcrevo ipsis literis e a comento neste mesmo blog. Confira em|: 

http://nisiaflorestaporluiscarlosfreire.blogspot.com.br/search?q=A+CARTA+DE+ISABEL

As autoridades municipais e estaduais aguardavam uma pequena caixa com os ossos de Nísia Floresta. Desse modo ficaram surpresos ao receber o seu corpo intacto num ataúde. Eles haviam feito uma pequena lápide de um metro quadrado e tiveram que removê-la e construir um túmulo.
 O ataúde ficou guardado na Sacristia da Igreja Matriz durante três meses, aguardando a construção do túmulo definitivo.
 Nesse período seus restos mortais ficaram expostos a visitação pública.
 Ninguém imaginava que se demoraria tanto, pois houve um jogo de empurra-empurra entre o poder municipal de Nísia Floresta, o Governo do Estado e a Academia de Letras do RN.
Mas o problema foi resolvido, depois da sensibilização de diversas pessoas, as quais fizeram toda sorte de doações.
 Conforme registros de história oral, feitos por mim, em 1992, a chegada dos despojos de Nísia Floresta parou a cidade e não "cabia um dedo do pé", conforme narração de Natália Gomes (90 anos à época - falecida aos 97 anos). "Nunca vi tanta gente; era carro para todos os lados e nunca me esqueci quando vi aqueles retratos dela caindo do céu", complementou.
 A reconstituição desse episódio, organizada por mim, em agosto de 2002, acabou reconstituindo com a mesma autenticidade o episódio real, pois a cidade parou, admirada, para contemplar o set de filmagem. Houve muita emoção, principalmente no momento em que o avião despejava os panfletos, sob gritos e aplausos da multidão.
Na ocasião da gravação desse documentário, esteve presente em Nísia Floresta, a meu convite, a inesquecível professora Noilde Ramalho (in memorian) diretora da Escola Doméstica e Drª Françoise Doninique Valéry, Cônsul Honorária da França. Lembro-me que depois do evento, dona Noilde me disse que havia vivido uma experiência singular, pois havia sido uma das alunas que esteve no evento real, em 1954, portanto o vivenciou por duas vezes.

LETRA DO HINO QUE HOMENAGEIA NÍSIA FLORESTA

Infelizmente desconhece-se a autoria desse belo hino, escrito em homenagem à Nísia Floresta. A postagem acima foi uma sequência de imagens do município de Nísia Floresta que utilizei para homenagear um dos natalícios da nossa conterrânea ilustre. Servi-me de cenários locais para divulgá-los enquanto também levava o lindo poema  a quem não o conhece .