Eu sempre acreditei o ditado que diz: "EU MATO A COBRA E MOSTRO O PAU". Por que estou dizendo isso? Porque não podemos apagar a história de quem quer que seja. Falo sobre a época em que MARIZE LEITE assumiu o Grupo de Idosos de Nísia Floresta. Simplesmente ela fez a diferença. Por mais que devemos respeito a quem quer que tenha continuado adiante dessa instituição, depois dela nada sequer foi parecido. Como se diz popularmente, existem, sim, pessoas que fazem diferente, que raramente são "substituídas", se é que assim podemos dizer.
Eu havia chegado há poucos meses a Nísia Floresta. Certa noite vi um "furdunço" nas imediações da praça e perguntei o que era aquilo. Nem precisou. De repente vi uma carroça toda enfeitada, arrastando um chocalho de latas metálicas. Barulho infernal. Muita risada, muitas palmas, corre-corre de gente lá e cá. Sobre a carroça ia um casal de noivos idosos. Atrás da carroça iam os idosos cantando músicas juninas. Nunca vi o folclore na sua forma mais real. muito lindo. A alegria contagiava a todos. No comando estava MARIZE LEITE, animando e puxando o pessoal.
Com o tempo fui conhecendo o grupo de idosos e vendo a alegria que irradiava de todos. Fiquei encantado com aquilo, pois é exatamente disso que as pessoas de idade precisam. É pela falta dessa provocação que muitos estão mergulhados na depressão, enferrujando em suas casas.
Era interessante um detalhe que constatei: todos os idosos queriam pertencer o Grupo de Idosos de Nísia Floresta. A auto-estima era visível. Havia orgulho desse pertencimento. Parecia um grupo de adolescente de tão animados. Viviam passeando para outras cidades ou para os próprios pontos turísticos de Nísia Floresta mesmo. Um dia fui chamado para ser juri de um concurso de beleza de idosos e fiquei admirado com a excelência das coisas. Havia muita naturalidade. Era tudo espontâneo. A alegria deles era nítida.
Outro detalhe que me causou admiração foi a quantidade de bens que o Grupo de Idoso possui. Eram muitos LP's, equipamento de som de qualidade, muitos talheres, muita louça, panelas. E tudo do melhor. Algo que me chamava a atenção era o "endeusamento" que os idosos tinham com MARIZE LEITE. Era um amor sincero. É como aquele filho bondoso que tem gratidão aos pais. Eles se sentiam tão respeitados e valorizados, que faziam questão de externar esse acolhimento sincero, típico de MARIZE LEITE.
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