PREFÁCIO
Para
nascer precisamos de 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tataravós, 64
pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 octavós, 1024 nonavós e 2048 decavós.
Somente nas últimas 11 gerações foram necessários 4.090 antepassados. Tudo isso
é cerca de 800 anos antes de nascermos, você e eu. São tantos sobrenomes que
nos surpreendemos. Ao se casar, via de regra, as esposas perdiam o sobrenome do
pai, numa espécie de rompimento com a obediência paternal, e recebiam o
sobrenome de outro homem - o marido -, ao qual passariam a dever obediência semelhante,
nos moldes da sociedade patriarcal. Desse modo - em caráter de exemplo - uma
mulher de sobrenome paterno Peixoto, podia se tornar Freire, Molick, Maciel,
Maranhão ao se casar, mas não deixava de ter o sangue Peixoto. Outras vezes a
mulher trazia dois sobrenomes que poderiam vir do pai e do avô, por exemplo,
Guedes de Moura e, ao se casar, os perdia, mas não deixava de ser sangue Guedes
de Moura. Raramente o sobrenome paterno permanecia no nome das mulheres. Isso é
desafiante para quem pesquisa.
Escrevo este opúsculo movido por uma dívida íntima com a memória. Não se trata apenas de um esforço genealógico, tampouco de uma enumeração fria de nomes, datas e vínculos de sangue. Este estudo nasce do afeto, da admiração e do reconhecimento profundo por duas figuras centrais da minha própria história familiar: meus primos Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto e Abdon Trigueiro Peixoto.
Entre
ambos, Tamires ocupa um lugar singular, mas ele é o pilar deste estudo e tudo
se voltará sempre para ele, permitindo conhecermos sua história passeando na
genealogia. Por tal razão, sempre estarei explicando qual o parentesco de
Tamires com as principais pessoas mencionadas: neto de fulano, bisneto de
sicrano, sobrinho neto de beltrano, primo de fulano...
Sua
inteligência serena, seu vasto saber humanista, a humildade com que lidava com
o conhecimento e, sobretudo, sua abnegação em favor da preservação da História
de São José de Mipibu marcaram definitivamente todos aqueles que com ele
conviveram. Tamires não produziu História para si; produziu-a para o outro,
para a comunidade, para o futuro, portanto eis este gesto de gratidão que
também é um ato de resistência contra o esquecimento. Eis uma síntese da
história desse homem íntegro e admirável, merecedor de estar no panteão dos
nomes ilustres de São José de Mipibu.
Ao jogar
os holofotes na genealogia de Tamires e Abdon - filhos, netos, bisnetos e
herdeiros de uma linhagem profundamente enraizada nessa terra de engenhos e de
tantos nomes ilustres, chamada São José de Mipibu/RN - busco demonstrar como a
História maior se faz de histórias aparentemente pequenas, mas humanas, densas
e exemplares.
Destrinçar
a árvore genealógica de Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto não é um reparo
histórico decorrente de vaidade, mas um ato profundo respeito a ele, sua
família e até mesmo a quem o conheceu e que, com certeza absoluta, se sente
presenteado por conhecer detalhes em seus bastidores genealógicos. Por mais que
seja um opúsculo simples, aqui está o resultado de quase 30 anos de pesquisa em
livros, instituições públicas e privadas, documentos antigos de familiares,
entrevistas com parentes. Mas o fiz em silêncio e serenamente, como um barco singrando
solitariamente...
DEDICATÓRIA
Dedico
este opúsculo, com reverência e carinho, à memória de Tamires Ítalo
Trigueiro Peixoto, historiador, professor, educador por vocação, homem
público sem vaidade, homem do povo sem demagogia. Ao lado de sua esposa Leide Tavares,
no Engenho Morgado, construiu
não apenas um lar, mas um verdadeiro território de memória, cultura e
humanidade.
Dedico-a
igualmente a Abdon Trigueiro Peixoto, cuja trajetória familiar
e dignidade pessoal integram, de forma indissociável, este mesmo legado.
TAMIRES
E ABDON: O CENTRO DA NARRATIVA
Este
opúsculo organiza-se a partir de um eixo claro: Tamires Ítalo Trigueiro
Peixoto e Abdon Trigueiro Peixoto. Tudo o que aqui se
apresenta - ascendências, colaterais, engenhos, registros civis - converge para
compreendê-los como sujeitos históricos. Ambos são filhos de João Alves
Peixoto, netos de Antônio Ezequiel Peixoto e Joana
Alves Peixoto, bisnetos de Ezequiel Corrêa Peixoto e Luzia
Brasileira Peixoto, e assim sucessivamente, numa cadeia de
pertencimento que atravessa séculos.
Abdon
(29.8.1937-2.1.1991) e Tamires (16.11.1942–4.3.2009) não são apenas nomes ao
final de uma árvore genealógica. São o ponto de chegada de um processo
histórico, social e cultural que começa no Engenho Morgado, passa pela escola
pública, pela terra trabalhada com as próprias mãos e culmina na preservação
consciente da memória coletiva.
Abordar
a trajetória de Tamires Ítalo Trigueiro
Peixoto implica reconhecer uma rara convergência entre formação
intelectual, compromisso ético e enraizamento histórico. Professor por vocação
e agricultor por herança cultural, Tamires construiu uma vida marcada pela
coerência entre pensamento e prática, fazendo da educação, do trabalho e da
memória histórica os eixos fundamentais de sua existência.
Nascido em São
José de Mipibu, em 16 de novembro
de 1942, Tamires era filho de João
Alves Peixoto, ex-vereador do município, e de Clóris Trigueiro Peixoto, professora cuja atuação deixou
marcas profundas no ensino local. Proveniente de duas linhagens de forte
presença social - uma ligada à terra e à política, outra à educação, à música e
ao serviço público - Tamires cresceu em um ambiente onde o saber, a disciplina
e o senso de responsabilidade coletiva eram valores cotidianos.
Pelo ramo paterno, era neto de Antônio Ezequiel Peixoto e de Joana Alves Peixoto, herdeiros de parcelas
do antigo Engenho Morgado, propriedade rural de grande
relevância histórica para São José de Mipibu e Nísia Floresta. Pelo lado
materno, descendia de Abdon Álvares
Trigueiro e Higina Campos Trigueiro,
casal que sintetiza, de modo singular, o entrelaçamento entre cultura, arte e
serviço público no Rio Grande do Norte.
ABDON ÁLVARES TRIGUEIRO: O AVÔ, O
MILITAR E O MÚSICO
Abdon
Álvares Trigueiro, avô materno de Tamires, ocupa lugar de destaque não
apenas na genealogia familiar, mas também na história cultural potiguar.
Capitão de polícia sediado em Macaíba,
Abdon conciliou a carreira militar com uma intensa produção musical, algo
incomum mesmo em seu tempo. Sua formação intelectual e sensibilidade artística
permitiram-lhe transitar com naturalidade entre o rigor da farda e a delicadeza
da composição musical.
É reconhecido como autor das melodias dos poemas “Olhos” e “Caminhos do Sertão”, da poeta Auta de Souza, uma das figuras centrais do simbolismo brasileiro.
A musicalização de seus versos evidencia não apenas domínio técnico, mas
profunda afinidade estética e espiritual com a obra da poetisa. Além dessas
composições conhecidas, Abdon produziu um vasto repertório de letras e melodias,
hoje em grande parte perdido, seja pela ausência de registros escritos, seja
pela fragilidade dos suportes materiais da época.
A importância de Abdon Álvares Trigueiro para a
música regional é atestada pelo professor e escritor Cláudio
Galvão, docente
aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que o menciona na
obra Modinha Rio-Grandense, publicada pela Fundação Joaquim Nabuco, reconhecendo-o como integrante de uma geração de músicos que
ajudou a moldar a identidade musical do estado. Assim, Abdon representa um elo
essencial entre a tradição musical oitocentista e a cultura potiguar do século
XX, legado que se projetou sobre seus descendentes.
EDUCAÇÃO COMO MISSÃO
Inserido nesse contexto familiar, Tamires fez da
educação sua principal missão. Ao longo de
quase quarenta anos, dedicou-se ao magistério nos
municípios de São José de Mipibu e Nísia
Floresta, participando
ativamente da formação de sucessivas gerações. Não é exagero afirmar que grande
parte dos professores naturais de São José de Mipibu foi, direta ou
indiretamente, formada por ele ou por sua mãe, Clóris Trigueiro Peixoto, o que
confere à família papel central na história educacional do município.
Tamires exerceu funções docentes e
administrativas, tendo dirigido, em períodos distintos, as Escolas Estaduais Barão de Mipibu e Professor
Francisco Barbosa, esta
última sob sua gestão por cerca de oito anos (1994–2002). Atuou ainda como professor do Instituto Pio XII, ampliando sua influência para além da
rede pública estadual. Em todos esses espaços, sua autoridade derivava do
exemplo e do diálogo, jamais do autoritarismo, o que lhe granjeou respeito
duradouro entre alunos, colegas e funcionários.
Relatos de contemporâneos revelam um profissional
que ultrapassava largamente as atribuições formais do cargo. Na ausência de
pessoal de apoio, assumia funções de vigilância e portaria, chegando à escola
antes do amanhecer para assegurar o funcionamento pleno da instituição, mesmo diante
de um contingente superior a novecentos alunos. Sua conduta refletia uma
concepção ética da educação como responsabilidade coletiva e compromisso
social.
O HOMEM DA TERRA E DA MEMÓRIA
Paralelamente à atuação educacional, Tamires
manteve vínculo profundo com a terra. Nascido no Engenho
Morgado, não se limitava
à condição de proprietário rural: trabalhava lado a lado com seus empregados,
compartilhando o labor cotidiano e respeitando o ritmo da natureza. O célebre olho d’água do Morgado, de águas abundantes e simbólicas,
era para ele um espaço de contemplação e reencontro com a própria origem. Era o
seu balneário particular. Tamires amava a natureza.
O Morgado, além de espaço produtivo, constitui um
marco histórico regional. Foi no antigo casarão da fazenda que se hospedou, em 1762, o
representante da Província encarregado do processo de emancipação
administrativa de São José de Mipibu, Miguel
Carlos Caldeira de Pina Castelo Branco de Souza Morgado, cujo nome
passou a designar a propriedade, preservado pela memória familiar.
A residência de Tamires transformou-se, de modo
espontâneo, em um verdadeiro núcleo de preservação da memória local. Herdara de
sua mãe belos móveis centenários, documentos, fotografias, manuscritos, moedas
antigas e uma expressiva coleção de garrafas de cachaça com as bebidas originais,
com os rótulos e selos intactos, oriundas dos mais antigos engenhos da região,
muitos já completamente desaparecidos. Planejava escrever um livro sobre
peculiaridades históricas de São José de Mipibu, projeto interrompido por sua
morte prematura.
VIDA FAMILIAR E LEGADO
Casado com Maria
Leide Tavares, pedagoga, professora e ex-diretora escolar, Tamires
formou com ela uma parceria marcada pelo compromisso com o ensino público.
Ambos poderiam ter se aposentado precocemente, mas optaram por permanecer em
atividade, movidos pela convicção de que educar era mais que uma profissão.
Maria Leide dedicou 31 anos à
educação, exercendo funções de professora, supervisora, diretora e
vice-diretora, esta última ao lado do próprio marido.
Eram pais de Chlóris Tavares Peixoto, que seguiu a tradição familiar
ao tornar-se professora, perpetuando um legado familiar. Assim, a história de
Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto ultrapassa o âmbito individual: insere-se em
uma cadeia geracional marcada pela educação, pela cultura, pelo serviço público
e pela preservação da memória histórica regional.
TAMIRES, O ESPORTISTA
Se a educação constituiu o eixo central da vida pública de Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto, o esporte - especialmente o futebol - foi, sem dúvida, uma de suas paixões mais intensas e duradouras. Desde a juventude, a prática esportiva ocupou lugar de destaque em sua formação pessoal, funcionando como espaço de convivência, disciplina, identidade comunitária e expressão de valores que ele levaria para todos os demais campos de sua atuação.
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| Tamires (anos 60) |
De retorno ao seu município natal, Tamires consolidou-se como atleta no Arsenal Sport Club, equipe tradicional de São José de Mipibu. Atuando como lateral-direito, destacou-se pela disciplina em campo, pela leitura de jogo e, sobretudo, pela notável eficiência no jogo aéreo. Sua presença era sinônimo de segurança defensiva e entrega total, características que o tornaram figura respeitada entre companheiros, adversários e torcedores.
Para Tamires, entretanto, o futebol jamais se restringiu à lógica da competição. Ele compreendia o esporte como extensão de uma ética de vida pautada pelo respeito, pela cooperação e pela responsabilidade coletiva. Os valores aprendidos e praticados nos campos - trabalho em equipe, disciplina, superação e lealdade - refletiam-se diretamente em sua atuação como educador e gestor escolar, aproximando-o ainda mais da juventude com a qual convivia diariamente.
Assim, Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto consolidou-se não apenas como educador, agricultor e guardião da memória histórica regional, mas também como desportista exemplar, cuja paixão pelo futebol ajudou a fortalecer laços sociais, estimular valores humanos e enriquecer a vida cultural de São José de Mipibu. O esporte, para ele, foi mais do que uma atividade paralela: foi parte essencial de sua maneira de estar no mundo.
ABDON TRIGUEIRO PEIXOTO:
PERTENCIMENTO E CONTINUIDADE
Abdon
Trigueiro Peixoto, irmão de jornada genealógica de Tamires, representa
igualmente a continuidade dessa linhagem. Filho de João Alves Peixoto, neto de
Antônio Ezequiel Peixoto, Abdon insere-se numa família marcada pelo trabalho,
pela honra e pelo enraizamento comunitário. Era o único irmão de Tamires,
residia em São Paulo. Tendo vindo visitar o irmão e familiares, teve um infarto
fulminante no dia 4 de março de 2009 e foi sepultado no Cemitério Central de
São José de Mipibu.
Sua vida,
ainda que mais discreta nos registros escritos, integra plenamente este
patrimônio humano que este opúsculo procura preservar.
O
ENGENHO MORGADO
O Engenho
Morgado não é apenas cenário: é personagem. É uma das casas mais
antigas de São José de Mipibu, ele atravessou o período colonial, o ciclo do
açúcar, o regime escravocrata e as transformações do século XX. Nos engenhos de
São José de Mipibu e de Papari (hoje Nísia Floresta), a história do trabalho
forçado convive com a história da resistência, da cultura e da formação social
potiguar.
Tamires
compreendia essa ambiguidade histórica. Ao estudar os engenhos, não romantizava
o passado: enfrentava-o. Reconhecia a violência da escravidão, mas também a
necessidade de compreender esse passado para que ele não se repetisse sob novas
formas.
TAMIRES ÍTALO TRIGUEIRO PEIXOTO E
ABDON TRIGUEIRO PEIXOTO À LUZ DE UMA GENEALOGIA
1-
ABDON TRIGUEIRO PEIXOTO (29.8.1937-2.1.1991)
e
1-TAMIRES
ÍTALO TRIGUEIRO PEIXOTO (16.11.1942
– 4.3.2009)
São
filhos de:
2 -
JOÃO ALVES PEIXOTO (1911-
25.2.1992), casado com
2 -
CLHORIS TRIGUEIRO (?)
2-
JOÃO ALVES PEIXOTO (1911
- 25.2.1992: * óbito abaixo), pai de
Abdon e Tamires, é filho de:
3-
ANTONIO EZEQUIEL PEIXOTO
(1869-1946), avô de Abdon e Tamires, casado com
3-
JOANA ALVES PEIXOTO
(1875-1975), avó de Abdon e Tamires
3-
ANTONIO EZEQUIEL PEIXOTO (1869-1946),
avô de Abdon e Tamires, pai de João Alves Peixoto, é filho de
4-
EZEQUIEL CORREA PEIXOTO (1835-1930),
bisavô de Abdon e Tamires, casado com
4 -
LUZIA BRASILEIRA PEIXOTO,
bisavó de Abdon e Tamires.
3 -
JOANA ALVES PEIXOTO (1875-1975),
avó de Abdon e Tamires, é filha de
5 -
JOÃO ALVES MACIEL (?
– fal.1840), bisavô de Abdon e Tamires, casado com
5 -
JOANA QUITÉRIA DE ARAÚJO
(1845-1919), bisavó de Abdon e Tamires.
5 -
JOÃO ALVES MACIEL (?
– fal.1840), bisavô de Abdon e Tamires, é filho de
6 -
JOÃO ALVES MACIEL JR. (?
– fal. 1898), trisavô de Abdon e Tamires, casado com
6 -
MARIA BEZERRA DA CONCEIÇÃO
(1898), trisavó de Abdon e Tamires.
5 -
JOANA QUITÉRIA DE ARAÚJO
(1845-1919), bisavó de Abdon e Tamires, é filha de
7 - JOSÉ DE PAIVA DA ROCHA (? - fal. 1870), trisavô de Abdon
e Tamires, casado com
7 -
MÔNICA QUITÉRIA DE ARAÚJO
(1813 - fal. ?), trisavó de Abdon e Tamires.
JOSÉ DE PAIVA DA ROCHA (? - fal. 1870), trisavô de
Abdon e Tamires, é filho de ANTONIO DE PAIVA DA ROCHA (1833) e de CLARA
MARIA DE JESUS, que vêm a ser tetravós de Abdon e Tamires.
...................................
3-
ANTONIO EZEQUIEL PEIXOTO
(1869-1946), avô de Abdon e Tamires, casado com
3-
JOANA ALVES PEIXOTO
(1875-1975), avó de Abdon e Tamires tiveram seis filhos:
·
Luzia
Alves Peixoto (1905-2009), tia de Tamires e Abdon, casada com Roque Maranhão
(Engenho São Roque)
·
Ezequiel
Alves Peixoto (1909-1936), tio de Tamires e Abdon
·
João Alves Peixoto (1911-1992), pai de Abdon e
Tamires
·
Renato
Alves Peixoto (1914-2006), tio de Tamires e Abdon
·
Palmiro
Alves Peixoto (1916-1980), tio de Tamires e Abdon. Palmiro foi assassinado em
circunstância misteriosa num sobrado no centro de São José de Mipibu/RN. Dentre
seus filhos e filhas, destaca-se Rosa Peixoto, proprietária do Colégio Fênix,
em Parnamirim, RN, irmã de Maeve Peixoto.
·
José
Alves Peixoto, tio de Tamires e Abdon
4-
EZEQUIEL CORREA PEIXOTO (1835-1930),
bisavô de Abdon e Tamires, casado com
4 -
LUZIA BRASILEIRA PEIXOTO,
bisavó de Abdon e Tamires, tiveram sete filhos:
·
Miguel Silvestre Peixoto (1856-303.1945), casado com
Josefa Alves Freire
·
Manoel Lúcio Peixoto (1858-25.7.1946)
·
3-Antônio Ezequiel Peixoto (1869-1946), avô de Abdon e
Tamires, casado com Joana Alves Peixoto (1875-1975).
·
Maria Teodora
Peixoto (11.9.1874: Espírito Santo/RN – 23.10.1975: Natal/RN), casada com
Caetano Molick (1920 - sua mãe era italiana). Depois de casada ela passou a
assinar: Maria Teodoro Molick.
·
José Elói Peixoto (1880: Recife/PE-19.7.1954:
Recife)
·
João Ezequiel Peixoto (1881-19.11.1953. Óbito
abaixo). Casou-se em Espírito Santo/RN, no dia 22.7.1907, com Constância
Teixeira Peixoto.
·
Luzia Ciríaco Peixoto (16.3.1890: Santo Antônio do
Salto da Onça/RN), tia-avó de Abdon
Trigueiro Peixoto e Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto, era casada com Enéas Gomes Peixoto (1887-1950), primos legítimos.
OBS.
Enéas é filho de Abel Gomes Peixoto (1845-1946) e de Maria Clara de Magalhães
Fontoura Peixoto (1861-1950), meus trisavós (pais da minha mãe Maria José
(Peixoto) Freire. Maria Clara é bisneta de Francisca Freire do Revoredo (1760-1840),
irmã de Antônia Clara Freire do Revoredo (1780-1855), mãe de Nísia Floresta. Exclui dessa genealogia toda a parte da minha
mãe e de outros Peixoto, pois, se acrescentasse, ficaria muito longa.
ENÉAS
GOMES PEIXOTO
(1887–1950), casado com LUZIA
CIRÍACO PEIXOTO (tia-avó de Tamires e Abdon), primos legítimos (16.3.1890: Santo Antônio do Salto da
Onça/RN) tiveram cinco filhos:
·
Maria Alfeu Peixoto (1919-1992)
·
Manoel Bartolomeu Peixoto
(1921-2005)
·
Basília Venina Peixoto
(1921-2015)
·
Braz Lidio Peixoto (1925-2005)
·
Ezequiel Gomes Peixoto
(1927-1934)
..........................................
JOÃO ALVES MACIEL (? - fal.1840 -
Engenho Descanso), bisavô de Abdon e Tamires, casado com JOANA
QUITÉRIA DE ARAÚJO (1845 - 1919), casamento antes de 1866, tiveram 15 filhos:
·
José Alves Maciel (1866 - ?)
·
Maria Alves de Carvalho
(1867 - 1959)
·
Joana (1870 - 1975)
·
Joaquim Alves Maciel (1871 - 1948)
·
Anna Maciel (1872 - ? )
·
Josephina Alves Maciel
(1873 - 1960)
·
Joana Alves Peixôto (1875 - 1975), avó-paterna de Tamires e Abdon.
·
Francisco (1875 - ? )
·
Maria (1876 - ? )
·
Rita Alves Maciel (1881 - 1956)
·
Luiz Alves Maciel (1886 - 1957)
·
Joana (1888 - 1975)
·
José Joaquim Da silva (1889 - ? )
·
Francisca Alves Maciel
(1892 - ? )
...................................
LUIS ALVES MACIEL (1886–1957), casado com MARIA
DO CARMO DE PAIVA (1888–1929) no dia18 de fevereiro de 1911, em Nísia
Floresta/RN. Engenho Descanso. Tiveram 15 filhos:
·
Maria Beatriz Maciel
(1912 - 1998)
·
Sophia Maciel de
Oliveira (1913 - 2012)
·
Rivaldo de Paiva Maciel
(1914 - ? )
·
Vicente de Paiva Maciel
(1915 - 2003)
·
Joana Maciel de Carvalho (1916
- ? )
·
Joanna de Paiva Maciel (1916 -
? )
·
Joana Maciel de Carvalho (1917
- 1983)
·
João de Paiva Maciel (1917 - ?
)
·
Luiz de Paiva Maciel (1919 - ?
)
· Humberto de Paiva Maciel (1920
- 1998), pai de Maria do Carmo Ferreira, “Carminha”, esposa de Marcone Ferreira
(irmão de George Ney Ferreira, ex-prefeito de Nísia Floresta), bisneta de João
Alves Maciel, prima de Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto. OBS. Sr. Humberto
faleceu em decorrência do ataque de uma vaca em estado de amamentação.
·
Josefa de Paiva Maciel (1922 -
2021)
·
Vanda de Paiva Maciel
(1923 - ? )
·
Aluizio de Paiva Maciel (1926
- ? )
·
Lucy de Paiva Maciel (1928 - ?
)
·
Maria de Paiva Maciel (1929 -
)
................
ANTONIO EZEQUIEL PEIXOTO – 1869–1946, casado com JOANA ALVES PEIXÔTO (1875–1975), tiveram 6 filhos:
· Luzia (Peixoto Maranhão) (1905 - 2009)
· Ezequiel Alves Peixoto (1909 - 1936)
· João Alves Peixoto (1911 - 1992)
· Renato Alves Peixoto (1914 - 2006)
· Palmiro Alves Peixoto (1916 - 1980)
· José Alves Peixoto (1918 - 1986)
.........................................
ROQUE DE ALBUQUERQUE MARANHÃO (1891-1973), casado com LUZIA (PEIXOTO) MARANHÃO - “LULA MARANHÃO” (1905 - 2009) no dia 8 de fevereiro de 1921, Engenho São Roque, tiveram 5 filhos:
· Mirtes Albuquerque Maranhão (1922 - 2010)
· Maria de Lourdes de Albuquerque Maranhão (1927 - 2025)
· Ivete de Albuquerque Maranhão (1927 - 1999)
· Geraldo de Albuquerque Maranhão (1931 - 1994)
· Luiz de Albuquerque Maranhão (? - 2018)
REGISTROS DE ÓBITO (IPSIS LITERIS)
A seguir, transcrevem-se integralmente, sem qualquer alteração, os registros de óbito mencionados ao longo desta obra. OBS. Assim que digitar os demais, que se encontram no formato manuscrito, postarei aqui.
REGISTROS DE ÓBITO - SÃO JOSÉ DE MIPIBU
"NÚMERO
1513: Aos dezoito dias do mês de abril de mil novecentos e quarenta e seis,
nesta cidade de São José de Mipibu, em cartório compareceu Manoel Francisco de
Oliveira e declarou: Que hoje, às duas horas em domicílio no Sítio Morgado
deste município tinha falecido ANTÔNIO EZEQUIEL PEIXOTO, ‘Paralisia’, com 77
anos de idade, casado, de cor branca, filho legítimo de Ezequiel Corrêa Peixoto
e Luzia Brasileira Peixoto, naturais deste estado. E fiz este termo que vai
assinado pela declarante. Eu, Iolanda Ribeiro de Souza, Ajudante de Cartório o
escrevi. Oficial do Registro Civil Bernardo de Souza Coutinho. Assina: Manoel
Francisco Alves."
OBS. 3-Antônio Ezequiel Peixoto (1869-1946), avô de Abdon e Tamires,
casado com Joana Alves Peixoto (1875-1975).
REGISTROS DE ÓBITO - SÃO JOSÉ DE MIPIBU – 1949–1953
"NÚMERO
3227: Aos dezenove de novembro de mil novecentos e cinquenta e três, nesta
cidade de São José de Mipibu, em cartório, compareceu Manoel Francisco Alves e
declarou: Que hoje, às 10 horas, em Taborda, deste município, tinha falecido
JOÃO EZEQUIEL PEIXOTO, de ‘Colapso Cardíaco’, com 72 anos de idade, do sexo
masculino, viúvo, agricultor, filho de Ezequiel Corrêa Peixoto e Luzia Corrêa
Peixoto, naturais deste estado, ambos falecidos. E fiz este termo que vai assinado
pelo declarante. Eu, Geralda Maria Pessoa Coutinho. Ajudante de Cartório, o
escrevi."
OBS. João Ezequiel Peixoto é tio-avô de Abdon Trigueiro Peixoto e Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto. Há muitos óbitos de pessoas mencionadas neste opúsculo, os quais irei acrescentando gradualmente, conforme digitá-los.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este opúsculo
não se encerra; ele se oferece. Oferece-se à família, à cidade, aos
pesquisadores e às gerações futuras como um gesto de memória ativa. Tamires
Ítalo Trigueiro Peixoto permanece como exemplo raro de intelectual
enraizado, educador ético e homem da terra. Abdon Trigueiro Peixoto,
como parte dessa mesma história, reafirma que a genealogia só tem sentido
quando se transforma em humanidade viva.
Longe de
estar oferecendo a São José de Mipibu um estudo pronto, aqui está uma semente,
mas que optei por disponibilizá-la logo, pois ninguém sabe o dia de amanhã.
Ressalvo que, conforme alguns leitores perceberam, em especial familiares, há
algumas lacunas que podem ser respondidas por quem quiser colaborar. Sintam-se à
vontade. Informações, fotografias, documentos são muito bem vindos. Eu até
diria que aqui está um começo, e bom seria que os familiares que quiserem
complementá-lo, corrigi-lo (claro! Não sou perfeito!) e enriquecê-lo, são muito
bem vindos. A ideia é que, no futuro, recheado de fotografias, possa se
transformar no livro que está faltando na Biblioteca Pública Municipal de São
José de Mipibu e nas mãos dos mipibuenses que conheceram Tamires. Que estas páginas cumpram sua missão:
lembrar, ensinar e honrar. Luís Carlos Freire
REFERÊNCIA:
As informações reunidas neste estudo biográfico e genealógico sobre Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto resultam da convergência entre fontes documentais, bibliográficas, digitais e memoriais, articuladas a partir de metodologia própria da pesquisa histórica local e genealógica. Destacam-se, entre elas, as seguintes:
Fontes bibliográficas
GALVÃO, Cláudio. Modinha Rio-Grandense. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, s.d.
— Obra fundamental para a contextualização histórica da música potiguar, contendo referências diretas ao músico e militar Abdon Álvares Trigueiro, avô materno de Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto, especialmente no que diz respeito à musicalização de poemas de Auta de Souza e à tradição da modinha no Rio Grande do Norte.
GALVÃO, Cláudio. Outros escritos, artigos e conferências sobre música e cultura potiguar.
— Textos diversos utilizados como apoio interpretativo para a compreensão do ambiente cultural em que se inseriu a atuação musical de Abdon Álvares Trigueiro.
Fontes digitais (internet)
Blogs e sítios eletrônicos dedicados à memória histórica e cultural de São José de Mipibu, Nísia Floresta e região, especialmente aqueles voltados à preservação da história local, do esporte amador e de figuras públicas municipais, entre os quais:
Blog O Alerta – seção “Figuras Mipibuenses”, com textos biográficos e memoriais sobre educadores, desportistas e personagens históricos do município.
Blog: nisiaflorestaporluiscarlosfreire
Blogs de memória regional e páginas colaborativas sobre a história do futebol amador potiguar, com menções ao Arsenal Sport Club, à Seleção de São José de Mipibu e ao Campeonato de Futebol Interiorano (Matutão).
Repositórios digitais e páginas institucionais dedicadas à história do América Futebol Clube (Natal), utilizados para contextualização histórica, não para afirmações biográficas exclusivas.
(Observação: as fontes digitais foram utilizadas de modo crítico, sempre confrontadas com documentação familiar e relatos orais.)
Fontes documentais e acervos privados
Acervo de algumas pessoas da família Peixoto, documentos manuscritos, fotografias, correspondências, registros escolares, objetos históricos, móveis antigos, registros genealógicos e memórias familiares relacionados às famílias Peixoto (Morgado), Trigueiro, Maciel (Descanso), Maranhão (São Roque) e Araújo, especialmente vinculados ao Engenho e à antiga Fazenda Morgado.
Peças particulares mantidas no antigo Engenho Morgado, reunidas por Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto.
História oral
Parte das informações apresentadas neste estudo resulta de trabalho sistemático de história oral, com base em:
Conversa entre o autor deste texto e o próprio Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto
Entrevistas informais e formais com familiares, ex-alunos, colegas de magistério, desportistas, moradores antigos de São José de Mipibu e Nísia Floresta;
Depoimentos orais sobre a atuação de Tamires Ítalo Trigueiro Peixoto como educador, gestor escolar, agricultor e esportista;
Relatos transmitidos acerca da trajetória de Abdon Álvares Trigueiro, especialmente no que se refere à sua carreira militar, atuação musical e reconhecimento cultural.
Metodologia
A elaboração deste estudo fundamenta-se na combinação entre genealogia histórica, micro-história regional, memória social e história oral, reconhecendo que, em contextos locais, muitas informações de valor histórico não se encontram em arquivos oficiais, mas permanecem preservadas em acervos familiares e na tradição oral comunitária. L.C.F.
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