Hoje, 24 de abril, tendo ido prestigiar o II Movimento Pró-Memória Nísia Floresta - mesmo com ameaça de chuva - realizado em homenagem ao aniversário de morte dessa notável figura da cultura brasileira, vivi, à parte da programação, um encontro especial com a história. A programação previa um evento de maior amplitude, reunindo expressiva participação pública; contudo, uma chuva torrencial impôs a necessária adaptação das atividades, que foram reduzidas a uma breve, porém simbólica, solenidade às 18h00. Mas, particularmente, participei de outra solenidade na antiga casa vizinha, quando fui convidado para conhecer dois fatos muito interessantes...
A cerimônia ocorreu no Conjunto Histórico Nísia Floresta, espaço que abriga o monumento erguido em sua memória e o mausoléu onde repousam seus restos mortais, um lugar de profunda significação histórica e identitária para o Rio Grande do Norte. Ainda que mais concisa do que o planejado, a solenidade manteve sua densidade simbólica, reafirmando o compromisso com a preservação da memória de Nísia.
Foi nesse cenário, marcado pela persistência da memória mesmo sob a intempérie, que vivi um reencontro especial: revi Simone, minha ex-aluna, que, supondo que eu estaria no evento, me aguardava com entusiasmo para compartilhar uma curiosidade. Tratava-se de uma fotografia sua, ainda na infância, um registro singelo, mas carregado de afetividade e história pessoal. Ela, muito criança ao lado de uma amiguinha visitando o túmulo de Nísia Floresta. Perguntei quem era e me surpreendi. A menina vive no mundo, cantando... Encantei-me com a imagem e, movido por esse encantamento, fiz questão de fotografar a fotografia, preservando aquele instante em um novo registro, como que ampliando as camadas de memória que ali se entrelaçam.
Brevemente escreverei sobre essa fotografia, descrevendo-a e revelando quem é a cantora 😂... Também descobri outro fato muito interessante com relação ao túmulo e que logo vai ao ar neste blog 😂😂...

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